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Aquecimento global ameaça ativos financeiros avaliados em biliões de dólares

Os efeitos das alterações climáticas até 2100 podem ameaçar ativos financeiros no valor de biliões (milhões de milhões) de dólares, avisaram economistas do clima, em estudo publicado hoje na revista Nature Climate Change.

© Stephane Mahe / Reuters

Se o aquecimento global exceder os níveis anteriores à Revolução Industrial em 2,5 graus Celsius (ºC) até 2100, investimentos avaliados em 2,5 biliões de dólares (2,2 biliões de euros) podem estar ameaçados, quantificaram os autores do estudo.

Este valor corresponde a metade da atual capitalização bolsista das empresas que exploram os hidrocarbonetos.

Mas mesmo no melhor cenário de um aquecimento limitado a 2ºC, acordado na cimeira de Paris, em dezembro último, o valor dos ativos em riscos rondaria os 1,7 biliões de dólares.

As alterações climáticas podem destruir ativos diretamente, por exemplo através do aumento do nível do mar, desvalorizando-os, ou provocando a rutura de atividades económicas, através de secas ou tempestades fora do normal.

Muita pesquisa tem sido focada nos investimentos em petróleo, carvão e gás que vão ser perdidos se o mundo virar as costas aos combustíveis fósseis, em favor de fontes de energia renováveis, conforme o objetivo mencionado dos 2ºC.

Este novo estudo procura inovar com a primeira estimativa do impacto das alterações climáticas sobre o próprio valor dos ativos financeiros.

As projeções, usando modelos matemáticos, foram baseadas no valor estimado em 143,3 biliões de dólares dos ativos financeiros mundiais não bancários em 2013, segundo a Comissão para a Estabilidade Financeira, entidade de vigilância financeira, integrada por vários bancos centrais.

Um aquecimento global em 2,5ºC, previram os autores do estudo, colocaria em risco o equivalente a 1,8% dos ativos financeiros.

Os cientistas estimaram que o mundo está a caminho de um aquecimento de quatro graus ou mais, a manter-se a tendência das emissões de gases com efeito de estufa, aumento que baixa para 3ºC se os Estados cumprirem os compromissos apresentados em paris.

Um dos coautores, Simon Dietz, do Instituto Grantham de Investigação em Alterações Climáticas, alertou que o aquecimento global e as suas consequências deveriam ser um assunto importante tanto para todos os investidores de longo prazo, como fundos de pensões, como para os reguladores financeiros.

Lusa

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