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Jornal de Angola fala em "cumplicidade criminosa" portuguesa na guerra

O Jornal de Angola volta hoje a criticar Portugal, em editorial, acusando "cumplicidade criminosa" de alguns "setores" na guerra civil que terminou há 14 anos e a atual "incompreensão absurda" portuguesa e europeia.

Sob o título "As lições da História", o diário estatal angolano recorda o 04 de abril de 2002, quando foi assinado o acordo de cessar-fogo no país entre as forças governamentais e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), concluindo quase trinta anos de guerra civil, hoje celebrado como dia da Paz e da Reconciliação Nacional.

"Há 14 anos o país estava completamente devastado. A guerra lançada após as eleições de 1992 pela UNITA de Jonas Savimbi foi das mais destrutivas que Angola e África alguma vez viram e contou com a cumplidade criminosa de setores em Portugal e na Europa que preferiam continuar a ter uma Angola fraca a uma Angola igual entre as nações do Mundo", lê-se, mas sem concretizar.

Recordando que em 2002 o país precisava do apoio dos doadores europeus, o jornal angolano justifica a parceria entretanto encetada com a China, para a reconstrução nacional.

"As autoridades angolanas precisavam do cumprimento das promessas feitas pelos doadores internacionais em Bruxelas, mas essas foram-lhes recusadas pelos mesmos que criticam hoje o facto de Angola querer fazer o seu caminho sozinha. Quando as portas são fechadas -- como hoje volta a acontecer -- como não seguir pela alternativa que sobra, a de caminhar caminhando", questiona o editorial.

Depois de criticar no sábado as posições críticas assumidas pelo Governo e Assembleia da República de Portugal e pela União Europeia no caso das condenações -- e proporção das penas aplicadas -, pelo tribunal de Luanda, de 17 ativistas a penas de prisão de até oito anos e meio de cadeia, o diário volta a apontar o dedo à gestão portuguesa e europeia da relação com Angola.

"Hoje as atenções estão viradas para o processo de reforço das instituições do Estado democrático de direito e de diversificação económica. Os angolanos estão outra vez a arregaçar as mangas, mas novamente contam com a incompreensão absurda de Portugal e da União Europeia", lê-se.

O Jornal de Angola vai mais longe e garante que não há alternativa de poder no país, elogiando o desempenho de José Eduardo dos Santos, Presidente angolano desde 1979 e que anunciou em março último que deixa a vida política ativa em 2018.

"Os dirigentes europeus não se coíbem de mentir aos seus próprios povos sobre a realidade angolana e afirmam abertamente que pugnam pelo isolamento internacional do Governo angolano, como se houvesse uma alternativa ao atual poder em Angola que não fosse mais um aventureirismo político", conclui o diário estatal angolano.

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