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Ataque terrorista no Congo provoca 17 mortos

Um ataque terrorista em bairros a sul de Brazzaville, no Congo, provocou na segunda-feira a morte a 17 pessoas e a "intervenção rápida" das forças da ordem, segundo uma declaração do Governo congolês, publicada hoje à noite.

O balanço provisório eleva-se a "17 mortos, dos quais três elementos da força pública, dois civis e 112 atacantes", afirmou o porta-voz do governo da República do Congo, Thierry Moungalla, na declaração publicada na sua conta na rede social Twitter.

O ataque provocou também o incêndio de seis comissariados, uma câmara municipal, dois postos de controlo das Alfândegas, Águas e Florestas, tal como numerosos veículos, especificou Moungalla, deplorando ainda que tenham sido roubadas "armas de guerra e munições" pelos atacantes.

"Durante a operação de polícia realizada durante o ataque, os serviços de segurança procederam à interpelação de 50 ex-milicianos, autores do ataque", adiantou o porta-voz.

Moungalla avançou ainda que "os elementos conhecidos estabelecem que se trata de ex-milicianos Ninjas Nsiloulou, ainda sob a autoridade de Frédéric Bintsamou, aliás pastor Ntoumi".

Na noite de domingo para segunda-feira, os habitantes dos bairros a sul de Brazzaville foram acordados por tiroteio, que se ouviu até do outro lado do rio Congo, em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo.

Os tiros de armas ligeiras e as detonações de armas pesadas duraram de forma quase ininterrupta até de manhã e continuaram de forma intermitente até ao fim da manhã, forçando os habitantes a procurarem refúgio no centro e norte da capital.

A milícia Ninja Nsiloulou, que está dissolvida, combateu o Presidente Denis Sassou Nguesso durante a guerra civil, designada do Pool, entre 1998 e 2003.

O seu chefe, Bintsamou, acabou por se juntar a Sassou Nguesso, antes de fazer campanha recentemente por Guy-Brice Parfait Kolélas, que ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 20 de março, com mais de 15% dos votos, segundo os resultados oficiais definitivos, publicados na noite de segunda-feira.

Sassou Nguesso foi reeleito na primeira volta, com mais de 60%, o que foi contestado por cinco candidatos que lhe disputaram a vitória, entre os quais Kolélas.

Lusa

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