sicnot

Perfil

Mundo

Cerca de 350 corpos enterrados em vala comum na Nigéria

Cerca de 350 corpos foram enterrados numa vala comum no seguimento de confrontos entre o exército e os membros da minoria xiita, declarou um dirigente no quadro de um inquérito sobre os incidentes ocorridos no final de 2015.

O testemunho de Muhammad Namadi Musa, diretor-geral da Comissão Interministerial do Estado de Kaduna, corroborou as informações que indicavam que pelo menos 320 pessoas tinham sido mortas nos confrontos de 12 de dezembro, no norte do país.

Os acontecimentos desenrolaram-se em Zaria, bastião do Movimento Islâmico da Nigéria (MIN), onde uma barragem na estrada, erigida pelo movimento para se realizar uma procissão religiosa, bloqueou a coluna onde seguia o principal chefe militar nigeriano, o general Tukur Yusuf Buratai.

Os militares acusaram os apoiantes do chefe do MIN, Ibrahim Zakzaky, de tentativa de assassínio do general, o que foi desmentido pelo grupo xiita.

A organização não-governamental (ONG) Amnistia Internacional, que tinha estimado a existência de "várias centenas" de mortos, declarou que esta revelação era "uma etapa importante para levar os presumíveis responsáveis destes crimes" perante um tribunal.

Muhammad Namadi Musa adiantou aos investigadores ter recebido uma chamada telefónica em 13 de dezembro, para que se deslocasse à sede do governo regional de Kaduna, onde lhe ordenaram que fosse a Zaria com o chefe da polícia do Estado de Kaduna, "para determinar o número de cadáveres e a maneira de os enterrar".

No hospital universitário Ahmadu Bello "contaram-se 156 corpos", enquanto outros 191 estavam na base militar de Zaria, disse.

"A maior parte dos corpos estavam vestidos de negro e contavam-se mulheres e crianças", especificou aos investigadores, acrescentando que os cadáveres tinham sido transportados por uma coluna de camiões, escoltada por militares.

O exército nigeriano, que tem sido acusado de graves violações dos direitos do homem na repressão da insurreição dos sunitas do Boko Haram, defendeu-se garantindo que os soldados tinham respeitado as regras em Zaria.

Não há um balanço oficial dos confrontos.

A ONG Human Rights Watch avançou que "pelo menos 300 pessoas" foram mortas e a Aministia adiantou "centenas". O exército considerou estes números "sem fundamento".

Uma fonte médica no hospital Ahmadu Bello tinha declarado em janeiro à AFP que contou pelo menos 400 corpos na morgue, na noite de 12 de dezembro.

O MIN, por seu turno, garantiu que desconhece o paradeiro de 730 dos seus membros, que admite terem sido "ou mortos pelos militares, ou detidos". O movimento acusa o governo de deter ilegalmente o seu chefe e reclama a sua libertação.

O Ministério Público declarou em fevereiro que 191 xiitas tinham sido acusados de violação da legislação sobre armas de fogo e da ordem pública.

Ibrahim Zakzaky e o MIN têm tido problemas com as autoridades nigerianas devido à sua tentativa de criação de um Estado islâmico à iraniana. O chefe religioso já foi preso por várias vezes.

Na Nigéria os xiitas são uma pequena minoria no seio da comunidade muçulmana, essencialmente sunita, que é a maioria da população.

Lusa

  • Chamas no concelho de Torre de Moncorvo ameaçaram aldeia
    1:30

    País

    Dois incêndios no concelho de Torre de Moncorvo deram luta aos bombeiros na tarde de ontem e também durante toda a noite. As chamas estiveram muito próximas da aldeia de Cabanas de Cima, mas os bombeiros conseguiram desviar o fogo.

  • Se

    Se Jaime Marta Soares tiver razão, se a ciência e as autoridades não forem - outra vez? - manipuladas pelo poder político, se a investigação - independente - concluir que o fogo começou muito antes da trovoada, então, estamos diante de um dos maiores embustes do Portugal democrático.

    Pedro Cruz

  • Governo cria fundo de apoio para as pessoas afetadas pelos incêndios
    1:25

    Tragédia em Pedrógão Grande

    O ministro do Planeamento e Infraestruturas reuniu-se esta quarta-feira com os autarcas de Figueró dos Vinhos, Castanheira de Pera e Pedrógão  Grande. O Governo criou um fundo financeiro, com o contributo dos portugueses, para apoiar a reconstrução das habitações e a vida das pessoas afetadas pelos incêndios que lavram desde sábado. O fundo será aprovado quinta-feira em Conselho de Ministros.

  • A reconstrução da Nacional 236
    1:44
  • Harry admite que ninguém na família real britânica quer ser rei ou rainha

    Mundo

    O príncipe Harry admitiu que nenhum dos mais jovens membros da família real britânica quer ser rei ou rainha. Numa entrevista exclusiva à revista norte-americana Newsweek, na qual aborda temas como a morte da mãe, que perdeu com apenas 12 anos, Harry afirma que ele e o irmão estão empenhados em "modernizar a monarquia".

    SIC