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Ativista angolano Nuno Dala terminou hoje greve de fome

O ativista angolano Nuno Dala, que estava em greve de fome, declarou em carta que apenas hoje terminou o protesto, que visava reclamar direitos, designadamente o acesso às suas contas bancárias.

PAULO JULI\303\203O

A carta, com a data de 14 de abril, assinada por Nuno Dala e a que agência Lusa teve hoje acesso, refere que quinta-feira completou 36 dias de greve de fome, e que a informação de que tinha posto fim à greve "é falsa".

Na quarta-feira, os Serviços Penitenciários confirmaram que Nuno Dala tinha posto fim à greve de fome e que se encontrava em bom estado de saúde, confirmado pelos exames médicos que realizou.

"Entretanto, felizmente, as autoridades cumpriram em grande medida com as minhas exigências. Deste modo, informo que tanto por esta razão como por força dos inúmeros apelos de familiares, colegas, amigos, médicos, etc, minha greve de fome termina às 00:00 horas do dia 15, isto é, amanhã, sexta-feira", declarou o ativista na carta.

O também professor universitário, que integra um grupo de 17 ativistas angolanos, condenados no passado dia 28 de março pelos crimes de atos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores, agradeceu a "todos os angolanos e demais pessoas pelo mundo" que apoiaram a sua família das mais diversas formas.

"O agradecimento estende-se também àqueles que o fizeram de forma anónima", lê-se no documento.

Nuno Dala, igualmente em carta, anunciou a sua greve de fome, justificando a decisão com as "violações" dos seus direitos, como a impossibilidade de ter acesso às contas bancárias "para fazer face às necessidades materiais e financeiras" da família.

Reclamava também os resultados de vários exames médicos a que foi submetido no laboratório do hospital militar ou pela devolução de verbas e documentos apreendidos aquando da sua detenção.

Lusa

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