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Obama "profundamente preocupado" com possível colapso do cessar-fogo na Síria

O Presidente norte-americano Barack Obama manifestou hoje "enorme preocupação" com a perspetiva de um fracasso do cessar-fogo parcial na Síria, em vigor desde finais de fevereiro, e excluiu o envio de tropas terrestes para a Líbia.

© POOL New / Reuters

"Estou profundamente preocupado com a perspetiva do fim da cessação das hostilidades (...) ", disse no decurso de uma conferência de imprensa conjunta em Londres com o primeiro-ministro britânico David Cameron.

"O fim das hostilidades prolongou-se até agora. Mais tempo do que esperava, e durante sete semanas assistimos a uma significativa redução da violência no país e isso permitiu algum alívio à população. Caso se registe o fim das tréguas, vamos tentar em conjunto retomá-las mesmo que continuemos a perseguir o ISIL", disse Obama, numa referência ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), que com a Frente Al-Nursa, o ramo da Al-Qaida na Síria, foi excluído desta trégua entre o regime de Damasco e diversos grupos rebeldes da oposição.

"Sempre fomos muito céticos sobre as ações e motivações de Putin [referência ao Presidente da Rússia Vladimir Putin] na Síria. Juntamente com o Irão, é um destacado apoiante de um regime criminoso", acrescentou.

Na manhã de hoje, o enviado da ONU para a Síria avisou que o frágil cessar-fogo no país atravessa um grave risco caso não sejam adotadas ações urgentes.

A trégua "ainda está em vigor, mas está em grande perigo caso não atuemos depressa", disse Staffan de Mistura, acrescentando que as conversações de paz em Genebra vão prosseguir até quarta-feira.

O cessar-fogo parcial foi negociado pelos Estados Unidos e Rússia e entrou em vigor no dia 27 de fevereiro.

Ao referir-se à instável situação na Líbia, Obama excluiu o envio de tropas terrestres para o país do norte de África.

"Não existe nenhum projeto para [o envio de] tropas terrestres na Líbia", declarou Obama durante a conferência de imprensa.

"Não penso que seja necessário. Não penso que fosse bem acolhido pelo novo governo [líbio]. Isso seria enviar um mau sinal", considerou.

Lusa