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Venezuelanos pedem referendo para revogar mandato de Maduro

Milhares de venezuelanos fizeram hoje longas filas para assinar os formulários, entregues pelo Conselho Nacional (CNE) à oposição, para pedir um referendo com o objetivo de revogar o mandado do Presidente Nicolás Maduro.

© Marco Bello / Reuters

Segundo o CNE, para poder avançar com o referendo revogatório a oposição deverá recolher 197.721 assinaturas válidas, o que corresponde a 1% do número de eleitores inscritos no Registo Eleitoral.

Em Caracas eram visíveis centenas de pessoas nos centros de recolha de assinaturas, com os eleitores a fazerem comparação entre as longas filas para comprar alimentos, que, queixavam-se, eram impostas pelo regime, e as longas filas para assinar para o referendo, manifestando-se na disposição de permanecerem em fila o tempo necessário para cumprir o objetivo.

De acordo com a imprensa local, as longas filas verificaram-se em vários Estados, entre eles Amazonas, Vargas, Táchira, Lara e Arágua.

O ex-candidato presidencial opositor Henrique Capriles Radonski descreveu a recolha de assinaturas como um sucesso e anunciou que nas próximas horas a oposição terá conseguido todas as assinaturas necessárias, que serão entregues ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na próxima segunda-feira, o primeiro dia útil para os funcionários públicos, uma vez que a administração pública não abre às quartas, quintas e sextas-feiras, para contribuir com a poupança de energia elétrica no país.

A recolha de assinaturas é o primeiro passo para pedir que seja ativado o processo para realizar um referendo revogatório do mandado do Presidente Nicolás Maduro.

O segundo passo consiste na recolha de 20% das assinaturas dos eleitores, que vão respaldar o pedido efetuado perante as autoridades eleitorais.

A oposição estima que uma vez cumpridas todas as etapas legais necessárias, o referendo revogatório tenha lugar entre setembro e novembro de 2016.

Lusa

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