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Investigadores desenvolvem espermatozóides humanos a partir de células da pele

Um grupo de investigadores espanhóis anunciou quarta-feira ter conseguido desenvolver a partir de células da pele espermatozóides humanos, que sem serem capaz de fertilizar, representam um importante passo para resolver problemas de fertilidade.

Cerca de 15% dos casais são incapazes de ter filhos sem recorrerem à doação de óvulos e espermatozóides, mas todos "gostariam de ter filhos com os seus próprios genes", afirmou Carlos Simon, diretor científico do Instituto de Fertilidade de Valência, na costa do Mediterrâneo.

Segundo Carlos Simon, o estudo pretende resolver o problema das pessoas com problemas de fertilidade que querem ter filhos com os seus próprios genes.

O estudo, realizado pelo Instituto de Fertilidade de Valência e a Universidade Stanford, Califórnia, Estados Unidos, foi publicado terça-feira na revista científica Reports.

Os investigadores inspiraram-se na técnica de reprogramação celular desenvolvida por Shinya Yamanaka do Japão e John Gurdon, de Columbia, Prémio Nobel da Medicina em 2012, para transformar células adultas em células-tronco.

Os investigadores conseguiram reprogramar células da pele, injetando-as com um cocktail de genes essenciais para a criação de gâmetas.

Num mês, a célula transforma-se e adota a forma de uma célula estaminal, que fornece espermatozóides ou óvulos, mas sem capacidade de fertilizar.

"É um espermatozóide, mas precisa de mais maturação para se tornar em um gâmeta. Este é apenas o começo", disse o pesquisador espanhol.

Lusa

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