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Dois acusados em Inglaterra de financiar suspeito dos atentados de Paris e Bruxelas

Dois homens acusados de apoiar financeiramente um dos suspeitos dos atentados terroristas de Paris e de Bruxelas compareceram hoje perante um tribunal de Londres, indicou o procurador local.

© Yves Herman / Reuters

O britânico Mohammed Ali Ahmed, de 26 anos, e o belga Zakaria Boufassil, também de 26 anos, são acusados de ter dado 3.000 libras (cerca de 3.800 euros) a Mohamed Abrini, um belga de origem marroquina, também conhecido como o "homem do chapéu", que é considerado como um dos suspeitos-chave dos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris e dos ataques de 22 de março deste ano em Bruxelas.

Os dois homens compareceram hoje diante do tribunal de Westminster, na capital britânica, depois de terem sido detidos no passado dia 15 de abril juntamente com outras três pessoas.

Estas detenções foram feitas no âmbito de uma investigação da unidade antiterrorismo da polícia do condado de West Midlands (centro de Inglaterra).

De acordo com a investigação, os dois homens disponibilizaram dinheiro e outros bens a Mohamed Abrini quando este passou pelo território britânico no verão passado.

"Sabiam ou tinham motivos para suspeitar que [o dinheiro] seria utilizado para fins terroristas", segundo a polícia.

Uma terceira pessoa, Soumaya Boufassil, de 29 anos, também foi hoje acusada pelo tribunal de Westminster de angariação de fundos relacionados ao terrorismo.

Mohamed Abrini, de 31 anos, detido no passado dia 09 de abril, é suspeito de estar envolvido na logística dos atentados de Paris, que fizeram 130 mortos e várias centenas de feridos.

Um dia antes dos atentados na capital francesa, Abrini foi filmado na companhia de Salah Abdeslam, outro suspeito-chave dos ataques, numa estação de serviço de Oise (norte de Paris).

Os dois homens estavam a conduzir um carro que foi posteriormente utilizado para convocar os membros dos vários comandos envolvidos nos atentados em Paris.

Abrini foi igualmente reconhecido como o "homem do chapéu" que acompanhou os dois suicidas que se fizeram explodir em março passado no aeroporto internacional Bruxelles-Zaventem. Os atentados na capital belga fizeram 32 mortos.

Lusa

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