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ONU recebeu informação preocupante sobre Moçambique

Um porta-voz das Nações Unidas disse hoje que a organização recebeu "informação preocupante" sobre confrontos armados em Moçambique, entre membros das forças de segurança e antigos rebeldes da Renamo, que é agora o principal partido da oposição.

© Grant Neuenburg / Reuters

Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, especificou, durante uma conferência de imprensa, que "as violações dos direitos humanos incluem casos de desaparecimentos forçados e execuções forçadas também têm sido reportados".

O agravamento das tensões no país durante os últimos meses foi evidenciado por Colville, designadamente depois de a Renamo ter rejeitado os resultados das eleições legislativas de 2014 e anunciado a intenção de assumir o poder em seis das 11 províncias moçambicanas, detalhou-se no comunicado emitido a propósito.

Cerca de 10 mil pessoas saíram do país desde dezembro de 2015, segundo o Alto Comissariado.

Este porta-voz imputou responsabilidades às duas partes.

"As forças de segurança têm sido acusadas de execuções sumárias, roubo, destruição de propriedade, violação, maus tratos e outras violações de direitos humanos.

Segundo fontes da ONU, pelo menos 14 dirigentes locais da Renamo foram assassinados ou raptados por indivíduos ou grupos desconhecidos desde o início do ano. Em 20 de janeiro, houve uma tentativa de assassínio do secretário-geral da Renamo e deputado, Manual Bissopo", afirmou Colville.

Segundo este Alto Comissariado, a Renamo tem sido responsabilizada por ataques à polícia e a militares, além de abusos e violações dos direitos humanos de pessoas alegadamente associadas com o partido dominante, Frelimo, ou cooperantes com as forças de segurança.

"A falta de responsabilização por abusos e violações dos direitos humanos no passado parece ser uma componente chave da deterioração da situação", declarou o porta-voz.

"Estamos particularmente preocupados com o assassínio em 01 de abril do Procurador Marcelino Vilankulo e a falta de progressos na investigação ao assassínio, em março de 2015, de Gilles Cistac, um professor de Direito que denunciou fraudes eleitorais", acrescentou Colville.

Aos jornalistas, o porta-voz exprimiu ainda o "alarmismo por relatos recentes das ameaças feitas a defensores de direitos humanos que apelavam a manifestações públicas a favor da responsabilização e transparência na gestão dos recursos públicos".

Lusa

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