sicnot

Perfil

Mundo

Papa pede mais empatia social para pacientes de doenças raras

O papa defendeu hoje mais empatia social para os pacientes de doenças raras, aos quais "muitas vezes não se dá atenção", e também mais investigação sem esquecer as questões éticas.

© Alessandro Bianchi / Reuters

Francisco intervinha numa conferência, no Vaticano, sobre medicina regenerativa e na qual participaram dezenas de peritos que - na opinião do papa - procuram terapias sem "ignorar as questões éticas, antropológicas, sociais e culturais".

"O problema da acessibilidade aos medicamentos" de quem sofre de patologias raras é complexo, por serem doentes "aos quais muitas vezes não se dá atenção suficiente por não ser evidente um retorno económico consistente nos investimentos realizados em seu favor", afirmou.

O papa sublinhou a importância "de sensibilizar" a sociedade, uma vez que "tem uma importância fundamental promover o crescimento do nível de empatia para que ninguém fique indiferente a pedidos de ajuda do próximo, quando sofre de uma doença rara".

"Sabemos que, às vezes, não é possível encontrar soluções rápidas para doenças complexas, mas sempre se pode manifestar solicitude a estas pessoas, que frequentemente se sentem abandonadas. A sensibilidade humana devia ser universal", considerou.

Jorge Bergoglio destacou também a palavra 'investigação' e pediu que se favoreça a educação e a maturidade intelectual dos estudantes "garantindo uma adequada formação humana e o máximo nível profissional".

O papa sublinhou a importância de que "neste horizonte pedagógico" sejam percorridos "caminhos interdisciplinares, reservando um notável espaço à preparação humana com fundamental referência à ética".

"A investigação, do ponto de vista académico e industrial, requer uma constante atenção às questões morais para que seja um instrumento que cura a vida e a dignidade da pessoa", declarou.

O papa exigiu ainda que seja "assegurado o acesso às curas" para estes pacientes.

Lusa

  • Paula Brito e Costa continua a trabalhar na Raríssimas

    País

    Depois de ter apresentado a demissão do cargo de presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa mantém-se a exercer funções na associação, apurou a SIC. Identifica-se agora como diretora-geral e já comunicou isso mesmo a alguns funcionários.

  • As IPSS são estruturantes no país. Fazem o que Estado não faz porque não pode, não quer, ou não chega a tudo. Chama-se sociedade civil a funcionar. E o Estado subsidia, ajuda, (com)participa, apoia. Nada contra. A questão é quando as IPSS e outras instituições, fundações, associações, federações e quejandas se tornam verdadeiras "indústrias".

    Pedro Cruz

  • O ano "saboroso" de António Costa
    0:51

    País

    António Costa diz que 2017 foi um ano "saboroso" para Portugal. Num encontro com funcionários portugueses, em Bruxelas, antes do Conselho Europeu desta quinta-feira, o primeiro-ministro realçou o que o país conquistou no último ano, no plano europeu, e que culminou com a eleição de Mário Centeno para a Presidência do Eurogrupo.

  • Lince ibérico esteve à venda no OLX

    País

    Um anúncio de venda de um lince ibérico, por 1.500 euros, foi publicado esta semana no site de classificados OLX, com uma morada de Alcoutim, no Algarve. A autenticidade da publicação não foi confirmada, mas em setembro foi encontrada a coleira de um lince ibérico precisamente em Alcoutim. As autoridades estão a investigar.

    SIC

  • Estabilização dos solos nas áreas ardidas
    1:58

    País

    Está a começar uma intervenção de emergência para estabilizar os solos nas áreas ardidas nos incêndios florestais. O trabalho das equipas que estão no terreno arrancou na zona da Lousã mas vai passar por vários concelhos como Pampilhosa da Serra e Vila Real.