sicnot

Perfil

Mundo

Amnistia Internacional diz que condições de detenção no Iraque são "chocantes"

A organização não-governamental (ONG) Amnistia Internacional (AI) indicou hoje que as autoridades iraquianas mantêm sob detenção em condições extremas alegados suspeitos de terrorismo por todo o país, sem capacidade para processar os casos.

Detido vota numa prisão em Bagdade para as eleições legislativas de abril de 2014.

Detido vota numa prisão em Bagdade para as eleições legislativas de abril de 2014.

© Ahmed Jadallah / Reuters

Uma delegação do grupo de defesa dos direitos humanos, incluindo o secretário-geral da AI, Salil Shetty, visitou no sábado um centro de detenção em Amriyat al-Faluja, na zona ocidental de Bagdad.

"Visitámos um centro de detenção em Amriyat al-Faluja... onde encontrámos 700 pessoas, alegadamente suspeitos de terrorismo, confinadas há meses no local", disse Shetty, em Bagdade.

"As condições sob as quais são mantidos são chocantes, há uma pessoa por aproximadamente um metro quadrado, sem lugar para se deitar (...) as latrinas estão no mesmo espaço e eles recebem muito pouca comida", afirmou.

Donatella Rovera, assessora da AI para respostas a crises, afirmou que o centro - gerido pelas forças antiterroristas iraquianas - tem apenas quatro investigadores para analisar todos os casos.

Amriyat al-Faluja situa-se na província ocidental de Anbar, onde as forças de segurança combatem o grupo extremista Estado Islâmico (EI) desde 2014.

As operações militares levaram ao deslocamento de um elevado número de civis na províncias. Milhares de homens sunitas foram detidos sob suspeita de atividades terroristas e mantidos sem qualquer comunicação com o exterior.

"Nenhum foi formalmente acusado. Eles ficam detidos durante meses porque as autoridades locais não tem qualquer capacidade para investigar estes casos", disse Shetty.

"As próprias autoridades afirmam não saber como a maioria destas pessoas acabaram neste centro de detenção e pensam que a maior parte deles é inocente", acrescentou.

A delegação da AI indicou desconhecer a existência deste centro de detenção ou dos 700 homens ali detidos.

"É um sintoma de um problema maior porque estivemos com 700 deles, mas há muitos, muitos mais lugares destes por todo o país", declarou Shetty.

"É realmente um mau exemplo de como o sistema judiciário não funciona no país", disse.

A AI defende que o fortalecimento do sistema judiciário devia ser uma das prioridades no Iraque, onde violações diárias dos direitos humanos continuam impunes.

Lusa

  • O resgate dos passageiros do naufrágio em Cascais
    1:48
  • É importante que "as pessoas não tenham medo" de denunciar o tráfico humano
    0:48

    País

    Manuel Albano, relator nacional para o tráfico de pessoas, concorda com a ideia de que é necessário continuar a investir na inspeção e na fiscalização para travar o tráfico de seres humanos, mas rejeita a denúncia do sindicato dos trabalhadores do SEF, que esta quinta-feira alertou para a "falta de controlo".

  • Trocar a economia pela dança
    7:21
  • Salas de consumo assistido previstas na lei há 17 anos
    3:01
  • O que faz um guaxinim às duas da manhã num quartel de bombeiros?

    Mundo

    Os animais são muitas vezes os protagonistas de histórias incríveis ou até insólitas. Desde o cão mais pequeno ao urso mais assustador. Desta vez, o principal interveniente é um guaxinim, que foi levado até um quartel de bombeiros por uma dona muito preocupada. Porquê? O animal estava sob o efeito de drogas.

    SIC

  • "Por vezes até as princesas da Disney ficam apavoradas"

    Mundo

    A atriz norte-americana Patti Murin foi esta semana elogiada nas redes sociais por se preocupar com a sua saúde mental e não ter problemas em falar sobre o assunto. A artista faltou a um espetáculo da Disney, onde ia atuar, devido a um ataque de ansiedade.

    SIC

  • Presidente do Uganda quer proibir sexo oral

    Mundo

    O Presidente do Uganda emitiu um aviso público durante um conferência de imprensa anunciando que vai banir a prática de sexo oral no país. Yoweri Museveni justifica o ato, explicando que "a boca serve para comer".

    SIC