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Negação de liberdade de comunicação no Brasil é "assustadora", diz Zuckerberg

Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, que controla o aplicação WhatsApp, disse que "a ideia de que qualquer pessoa no Brasil pode ter a sua liberdade de comunicação negada é bastante assustadora numa democracia".

reuters

O fundador do Facebook reagiu, numa mensagem publicada esta terça-feira à noite na rede social, ao bloqueio temporário do programa de mensagens no Brasil, pedido na segunda-feira pela Justiça de Sergipe e revogado esta terça-feira.

Na mensagem, Mark Zuckerberg agradeceu aos brasileiros pela mobilização: "As vossas vozes foram ouvidas de novo. Obrigado à comunidade pela ajuda em resolver este problema".

Zuckerberg também pediu aos utilizadores da aplicação que ajudem a "garantir que isto nunca mais aconteça".

O norte-americano incentivou os brasileiros a irem, hoje à tarde, ao Congresso Nacional, onde a recém-formada Frente Parlamentar pela Internet Livre apresentará projetos de lei para evitar o bloqueio de serviços de Internet como o WhatsApp.

Além disso, pediu assinaturas numa petição online contra propostas debatidas na comissão parlamentar de inquérito dos crimes cibernéticos.

Segundo a petição, foi proposto na comissão a criação de uma lei que oficializa o bloqueio de 'sites' e aplicações na rede brasileira.

"Os brasileiros estão entre os líderes na tarefa de conectar o mundo e criar uma Internet aberta há muitos anos. Eu espero que vocês expressem a vossa opinião e exijam mudanças", reforçou Mark Zuckerberg.

O serviço foi suspenso porque o pedido da Justiça brasileira para ter acesso a dados não foi atendido pelo WhatsApp.

Os dados em causa seriam usados como prova em investigações ligadas ao crime organizado.

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