sicnot

Perfil

Mundo

Polícia de Paris desaloja refugiados escondidos em escola abandonada

A operação da polícia francesa que desalojou hoje mais de uma centena de imigrantes que se encontravam há duas semanas no interior de uma escola abandonada no norte de Paris ficou marcada por confrontos.

Reuters

Na passada noite de 21 de abril já se tinha verificado uma intervenção das autoridades franceses, que retiraram do local mais de uma centena de refugiados, entre os quais, cidadãos do Afeganistão, Iémen, Eritreia, Somália e do Sudão que tinha estado anteriormente num acampamento ilegal, junto da linha do metropolitano, onde se encontravam acampadas mais de 1.600 pessoas.

De acordo com grupos de apoio a refugiados citados pela France Presse, na terça-feira mais de 300 pessoas encontravam-se no estabelecimento de ensino abandonado, entre as quais "muitas mulheres com crianças, duas grávidas e uma pessoa com incapacidade motora" sendo que "quase metade" foi abandonando o edifício tendo permanecido no local 150 pessoas.

A polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar dezenas de manifestantes franceses que se tinham mobilizado numa ação de apoio aos refugiados.

Os ativistas formaram uma cadeia humana na tentativa de impedir a polícia de entrar na escola abandonada onde se encontravam os refugiados tendo resistido à operação da polícia.

As organizações de solidariedade para com os migrantes desconhecem o local para onde foram enviadas as 150 pessoas que ainda se encontravam na escola e recordaram que todos os locais de acolhimento de refugiados na zona da capital francesa encontram-se sobrelotados.

"Esta escola estava vazia e não servia para nada. Estas pessoas estavam melhor aqui do que na rua", disse Eric Coquerel um ativista de esquerda à France Presse logo após a operação da polícia.

Entretanto, o acampamento ilegal que se foi alastrando junto a estação de metropolitano de Stalingrad (nordeste de Paris) foi desmantelado na segunda-feira de manhã pela terceira vez em dois meses.

  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.