sicnot

Perfil

Mundo

Suspensão da ajuda externa vai ter um impacto "severo" em Moçambique

A Economist Intelligence Unit (EIU) considera que a suspensão da ajuda dos doadores a Moçambique terá um impacto "severo" e obrigará o Governo, cujos líderes têm interesses pessoais que se misturam com responsabilidades públicas, a ser mais transparente.

© Grant Neuenburg / Reuters

"A transparência orçamental é um processo politicamente conturbado em Moçambique, uma vez que os interesses empresariais dos principais políticos muitas vezes misturam-se com as suas responsabilidades públicas", escrevem os peritos da unidade de análise económica da revista britânica 'The Economist'.

Numa nota de análise sobre a suspensão das ajudas financeiras dos doadores internacionais, que representam 12% do orçamento para este ano, mais de 300 milhões de dólares, os peritos dizem que os cortes eram "inevitáveis depois de ser conhecido em abril que o Governo escondeu empréstimos que não tinham sido previamente disponibilizados ao Fundo Monetário Internacional, doadores, Parlamento e público".

O impacto a curto prazo, considera a EIU, será "severo", e o Governo deverá compensar a quebra orçamental através de empréstimos nacionais, adiamento de projetos de desenvolvimento e medidas para cortar na despesa.

"Para além do impacto orçamental, num país com um sistema de clientelismo político profundamente enraizado, e num contexto de um rápido aumento do custo de vida, o impacto negativo da austeridade nos moçambicanos também vai aumentar o risco de instabilidade política", consideram os analistas da Economist.

Os doadores, acrescenta a EIU, não deverão sair por completo do país, por causa da pobreza generalizada e dos projetos de ajuda em curso, mas para retomarem o financiamento, "o Governo vai ter de demonstrar um nível de transparência orçamental que até aqui tem sido relutante em mostrar".

Com a dívida pública "insustentável" e a economia a abrandar para valores do princípio do século, "a necessidade de ajuda externa deve convencer o Governo a cumprir com as exigências dos doadores", conclui a EIU, alertando, no entanto, que "restaurar a confiança dos doadores no Governo vai ser um processo lento".

Lusa

  • "Não partilhei SMS com ninguém"
    0:43

    Caso CGD

    António Domingues afirma que nunca revelou o conteúdo das mensagens trocadas com o ministro das Finanças sobre a entrega das declarações de património ao Tribunal Constitucional. O tema dos SMS foi abordado pelo ex-presidente da Caixa na sequência de uma pergunta do PCP sobre declarações feitas por António lobo Xavier no programa da SIC Notícias "Quadratura do Círculo".

  • "As regras europeias de bem estar animal são dogmas", diz diretor-geral de Veterinária
    1:32

    País

    O diretor-geral de Alimentação e Veterinária considera que as regras de bem estar animal que existem na União Europeia (UE) "parecem configurar uma transfiguração antropomórfica dos animais". Em declarações à SIC, a propósito da exportação de animais vivos para países terceiros, que têm outras regras de abate, Fernando Bernardo defendeu ainda que o método usado em Israel provoca uma insensibilização mais rápida do que o praticada na UE.

  • PAN questiona Governo sobre aposta na exportação de animais vivos para o Médio Oriente
    1:56

    País

    O partido Pessoas-Animais-Natureza lembra que à luz do Regulamento nº. 1/2005 do Conselho Europeu, os estados-membros da União Europeia (UE) devem evitar transportar animais vivos em viagens de longo curso. O deputado André Silva considera, por isso, que "o Estado português está a incumprir o regulamento" ao fomentar estas viagens, numa clara aposta económica em torno da exportação de animais vivos para Israel e outros destinos fora da UE. Para o deputado do PAN, é muito difícil ou "mesmo impossível assegurar o bem estar dos animais" em viagens de vários dias.

  • Trump pensou que presidência "seria mais fácil"

    Mundo

    O Presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que a Presidência é mais difícil do que pensava e que tem saudades da vida que levava antes, em entrevistas a propósito dos primeiros 100 dias em funções.