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Exploração sexual infantil no turismo está a aumentar

Investigadores alertaram hoje para o aumento dos abusos sexuais de crianças por turistas e viajantes, que estão a suplantar largamente as tentativas feitas nas últimas duas décadas para travar este crime.

Os responsáveis por um estudo divulgado na Tailândia, África do Sul e Washington concluíram que "nenhuma região está a salvo e nenhum país imune".

Mais de 70 agências de proteção infantil, de solidariedade e académicos contribuíram para o "Estudo global sobre exploração sexual de crianças em viagens e turismo", apoiado pela ONU.

"Dispomos agora do maior banco de informação alguma vez reunida sobre este tema. E a principal conclusão é que, apesar de 20 anos de trabalho duro... a exploração na indústria de viagens e turismo aumentou em todo o mundo, suplantando as tentativas para pôr fim" a este crime, declarou, no lançamento em Banguecoque, Dorothy Rozga, directora executiva da organização ECPAT International, responsável pelo estudo.

A natureza e o nível dos abusos de crianças por turistas variam de região para região, mas os autores identificaram as duas principais causas para o aumento deste crime: viagens baratas e nova tecnologia que permite aos predadores partilhar informação e cometer abusos com mais facilidade.

Os autores disseram que a perceção da opinião pública e das autoridades em relação à exploração sexual infantil no turismo está frequentemente ultrapassada.

"O predador deixou de estar limitado ao típico homem de meia idade, branco, ocidental e rico", escreveram.

Os abusadores são oriundos de todos os estratos sociais, com muitos casos de oportunismo e de pessoas que não se consideram pedófilos.

"Têm, contudo, uma coisa em comum: as hipóteses de serem detidos, acusados e punidos são fracas. Os predadores reincidentes escolhem países com a legislação e as autoridades menos eficazes, onde persiste um sentimento de 'impunidade'", disse Rozga.

Um exemplo das mudanças na exploração sexual infantil no turismo pode ser observado no Sudeste Asiático, há muito um dos maiores focos mundiais desta "indústria".

Os autores notaram que apesar de os pedófilos ocidentais brancos continuarem a ser um problema, a cooperação entre governos ocidentais e as nações da região levou a um reforço do controlo das autoridades.

Atualmente, no Sudeste Asiático, as vítimas são alvo de viajantes regionais ou locais, como turistas japoneses, chineses ou sul-coreranos, sobretudo por serem os que mais viajam na região.

A Europa, vista inicialmente como fonte de turistas pedófilos, está agora a surgir como destino, especialmente em algumas nações do centro e do leste do continente, onde faltam leis de proteção de menores.

No Médio Oriente e no Norte de África, os autores identificaram os conflitos existentes, o baixo estatuto das mulheres em muitas culturas e tradições, como os "casamentos temporários", como fatores para um aumento dos abusos sexuais de crianças.

Os países mais pobres no Sul da Ásia e na América Latina, já com uma reputação de fraca imposição das leis, conheceram um grande crescimento turístico local e estrangeiro.

Os investigadores afirmaram ter encontrado provas da possibilidade crescente de comprar crianças para sexo em locais como Myanmar (antiga Birmânia), Laos, Moldova, Peru e algumas nações insulares do Pacífico.

"Há 20 anos era possível desenhar um mapa global que mostrava a origem e o destino preferencial dos predadores sexuais. Atualmente, as diferenças entre países de origem e de destino estão a esbater-se", de acordo com o estudo.

Rozga exigiu, dado o reduzido número de condenações, "mais ações coletivas para prevenir este crime e proteger melhor as crianças".

Lusa

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