sicnot

Perfil

Mundo

Potências mundiais dispostas a armar governo de unidade da Líbia

As potências mundiais reunidas em Viena para discutir a situação na Líbia afirmaram-se hoje dispostas a levantar o embargo e fornecer armas ao novo governo de unidade da Líbia para combater o Daesh.

As potências mundiais estão reunidas em Viena para discutir a situação na Líbia.

As potências mundiais estão reunidas em Viena para discutir a situação na Líbia.

© Leonhard Foeger / Reuters

"O Governo de Unidade Nacional manifestou a intenção de apresentar pedidos de exceção ao embargo de armas junto do comité de sanções à Líbia da ONU para adquirir as armas letais necessárias para combater grupos terroristas em todo o país. Vamos apoiar plenamente estes esforços", afirmam num comunicado 25 representantes mundiais.

O texto, lido à imprensa pelo chefe da diplomacia dos Estados Unidos, John Kerry, foi aprovado numa reunião em Viena sobre a instabilidade e a expansão do jihadismo na Líbia, e a ameaça que representam para a Europa.

A reunião é copresidida pelos Estados Unidos e pela Itália e conta com a participação de ministros dos Negócios Estrangeiros de mais de duas dezenas de países - incluindo a Rússia, Arábia Saudita, China, Egito, Tunísia, Alemanha, França e Reino Unido -, da chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, e do enviado especial da ONU para a Líbia, Martin Kobler.

A Líbia vive uma situação de caos desde a revolução de 2011 que depôs Muammar Kadhafi, com o apoio da NATO.

Em 2015, ao conflito político protagonizado por dois governos rivais juntou-se a entrada em território líbio do Daesh, que estabeleceu um bastião em Sirte, cidade natal de Kadhafi.

O recém-formado governo de unidade nacional, apoiado pela comunidade internacional, tem conseguido afirmar a sua autoridade na capital, Tripoli, mas não conseguiu o apoio do governo e parlamento rivais.

O primeiro-ministro do governo de unidade, Fayez al-Sarraj, apresentou hoje em Viena às potências mundiais uma lista de apoios - armamento, treino e informações - que considera necessários para a estabilização do país.

Com Lusa

  • "Claramente que há mandantes e que foi uma operação organizada"
    4:14

    Crise no Sporting

    Os 23 detidos por suspeitas de terem participado no ataque à Academia de Alcochete ficaram em prisão preventiva. Miguel Sousa Tavares considera que a decisão "é mais para ser exemplar". O comentador da SIC acredita que há mandantes e que esta foi uma "operação organizada". Sousa Tavares diz ainda que os "políticos não têm coragem para impor as leis" e que em Portugal "brinca-se com a lei".

    Miguel Sousa Tavares

  • "Sempre nos disseram que bastava o Aves ganhar para estar na Liga Europa"
    0:34

    Desporto

    O Presidente da SAD do Desportivo das Aves garante que não houve esquecimento ou atraso na inscrição do clube na Liga Europa. Luiz Andrade afirma que sempre lhe disseram que bastava vencer a Taça de Portugal para marcar presença na competição e que ainda não sabe se o clube pode ou não jogar a fase de grupos da competição europeia.

  • "Fui violada por Harvey Weinstein aqui em Cannes"
    1:02

    Cultura

    A cerimónia de encerramento do Festival de Cinema de Cannes ficou ainda marcada pelo discurso de Asia Argento. A atriz italiana que acusou Harvey Weinstein de a ter violado justamente numa das edições do festival de Cannes, e que há mais abusadores à solta.

  • As primeiras imagens das quatro crias da lince Malva
    0:20
  • Exército sírio declara Damasco "totalmente segura"

    Mundo

    O exército sírio proclamou esta segunda-feira a capital Damasco e também os arredores, como locais "totalmente seguros". O anúncio foi feito em clima de festa, depois de os militares terem reconquistado os bairros do sul da cidade, até agora nas mãos do Daesh.

  • Jovem britânico em fuga é detido depois de responder à polícia no Facebook

    Mundo

    Através do Facebook, a polícia de West Yorkshire mostrou-se preocupada perante o desaparecimento de um jovem de 21 anos e pediu por informações que pudessem leva-los a descobrir Leon Smith. Contudo, o que não deveriam estar à espera, era que o próprio desaparecido respondesse na rede social e que desafiasse a polícia a "fazer o seu trabalho". As autoridades acabaram por localizar o jovem no mesmo dia.

    SIC