sicnot

Perfil

Mundo

ONU pede redução para metade do número de deslocados internos até 2030

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu esta segunda-feira que os países "compartilhem um futuro diferente", de forma a reduzir para metade o número de deslocados internos até 2030.

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque, EUA

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque, EUA

© Carlo Allegri / Reuters

"Estamos aqui para compartilhar o nosso futuro diverso. Declaramos que somos uma humanidade com responsabilidades compartilhadas", declarou Ban Ki-moon em Istambul, no seu discurso de inauguração da primeira cimeira humanitária.

O líder da ONU recordou que "o futuro se pode destruir em segundos", por guerras ou catástrofes gerais, e alertou que uma geração de jovens sente que perdeu o seu caminho.

Além disso, incitou a melhorar a cooperação entre organizações internacionais e ONG (Organizações Não Governamentais) e fazer com que os fundos se canalizem de forma mais eficaz para as pessoas que deles necessitam.

Ban Ki-moon admitiu, não só proteger os civis, mas também reduzir o número de deslocados internos para metade até 2030, sob o lema "Não deixaremos ninguém para trás".

O secretário-geral destacou que se trata "não só de manter as pessoas com vida, mas também com vida e integridade", o que requer a construção de "comunidades estáveis".

O presidente da Turquia e anfitrião da cimeira, Recep Tayyip Erdogan, recordou que o seu país alberga já "três milhões de refugiados sírios e iraquianos" e garantiu que este "nunca fechará as portas a quem precise".

"Gastámos dez mil milhões de dólares (cerca de 8,9 mil milhões de euros) (cerca de 402 milhões de euros) para os refugiados e só recebemos 450 milhões da comunidade internacional", lamentou.

Altos representantes de 180 países, incluíndo 65 chefes de Estado ou de Governo, assim como numerosas ONG e empresas de âmbito humanitário participam na cimeira.

A chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, o português, António Costa, e o grego, Alexis Tsipras, têm discursos agendados para o plenário.

A conferência de dois dias, com 110 eventos paralelos à sessão plenária, celebra-se no complexo do palácio de congressos de Istambul, no centro da cidade.

Uma centena de empresas e organizações humanitárias, muitas delas com orientação islâmica, ocupam um espaço com postos informativos para dar a conhecer as suas atividades.

A primeira jornada termina hoje à noite, com um concerto da West-Eastern Divan Orchestra, integrada por jovens intérpretes árabes e israelitas.

Lusa

  • Dijsselbloem mostra algum arrependimento mas recusa demitir-se
    2:40

    Mundo

    Jeroen Dijsselbloem diz que cabe ao Governo português avançar com o nome de Centeno para a presidência do Eurogrupo, mas escusa-se a comentar essa possibilidade. Para já, o holandês não se demite do cargo. Esta quinta-feira ouviu as críticas dos eurodeputados no Parlamento Europeu.

  • Há cada vez menos portugueses

    País

    A população em Portugal diminuiu no ano passado, pelo oitavo ano consecutivo, já que o número de mortes continua a ser superior ao de nascimentos, revelam dados hoje divulgados pelo INE.

  • Será que lavar em lavandarias self-service compensa?
    8:21
  • "Não se pode voltar atrás, o povo de Deus confirmou a necessidade deste Papa"
    3:15
  • Dois em cada três portugueses vivem vidas sedentárias

    País

    Com menos de hora e meia de exercício semanal, mais de dois terços dos portugueses vivem vidas sedentárias. E a maioria desvaloriza a importância da atividade física, segundo um inquérito divulgado esta quinta-feira pela Fundação Portuguesa de Cardiologia.

  • Depois de dar a volta (de bicicleta de Lisboa a Setúbal)

    País

    Missão cumprida. A SIC foi dar uma volta de bicicleta, acompanhando a primeira etapa de uma iniciativa que pretende impulsionar o uso dos velocípedes no país. Ao longo desta quarta-feira, publicámos vários vídeos em direto na página de Facebook da SIC Notícias, que aqui reunimos, em jeito de balanço.

    Ricardo Rosa

  • Primeira dama chinesa defende avanços na igualdade

    Mundo

    A primeira dama chinesa, Peng Liyuan, defendeu os avanços da China em matéria de igualdade dos géneros. Uma rara entrevista, difundida numa altura em que feministas chinesas asseguram serem controladas pela polícia face às suas campanhas.