sicnot

Perfil

Mundo

ONU avisa que Níger pode registar inundações graves este ano

As Nações Unidas advertiram hoje que o Níger corre o risco de sofrer, este ano, novas inundações que podem afetar mais de 100 mil pessoas em todo o país.

© Joe Penney / Reuters

"Inundações podem ocorrer em várias localidades do país (...) cerca de 105 mil pessoas podem ser afetadas este ano", preveniu o Gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHOA) de Niamey, no boletim mensal.

"Um plano de contingência multirisco" vai entrar em funcionamento assim que "cinco a 10% da" população seja atingida por estas inundações, garantiu a agência das Nações Unidas, acrescentando ter começado já a "mobilizar recursos" para as potenciais vítimas.

As autoridades do Níger iniciaram a construção de diques sobre as margens do rio Níger, para que milhares de residentes da capital fiquem a salvo das inundações, historicamente mortais, de acordo com a televisão estatal.

A época das chuvas começou agora no país, regularmente vítima de graves crises alimentares devido à seca. Nos países da região do Sahel - faixa a sul do Saara, do oceano Atlântico ao Mar Vermelho - as colheitas são regularmente comprometidas por graves inundações devido nomeadamente às alterações climáticas, de acordo com peritos.

No ano passado, cerca de 103 mil pessoas foram afetadas pelas inundações no Níger, que causaram dezenas de mortos.

Em 2012, dezenas de pessoas morreram e perto de 500 mil foram afetadas pelas inundações, que provocaram danos avaliados em cerca de 148 milhões de euros, de acordo com um balanço oficial.

Lusa

  • Polémica "Supernanny" em debate hoje na SIC
    2:25
  • Centeno aponta para a reforma e expansão do euro
    0:32

    Economia

    O ministro das Finanças português participa hoje na primeira reunião enquanto presidente do Eurogrupo. À entrada para o encontro dos ministros das Finanças da moeda única, Mário Centeno apontou a reforma do Euro como um dos principais desafios do mandato que agora inicia. 

  • Puigdemont chegou à Dinamarca e não foi detido

    Mundo

    O Ministério Público espanhol pediu ao tribunal supremo para voltar a emitir um mandado europeu de detenção contra o ex-presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, que se deslocou à Dinamarca para participar numa conferência. O Supremo rejeitou no entanto o pedido. Entretanto na Catalunha, o presidente do parlamento propôs Puigdemont para voltar a dirigir o Governo Regional.

  • O caso Assange é "um problema" para o Equador

    Mundo

    O Presidente equatoriano, Lenin Moreno, declarou no domingo que o asilo atribuído ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, pela embaixada do Equador em Londres desde 2012 é "um problema herdado" que constitui "mais que um aborrecimento".