sicnot

Perfil

Mundo

Mais de 30 mil camponeses manifestam-se na Colômbia

Mais de 30 mil camponeses protestaram hoje em diferentes regiões da Colômbia com barreiras em estradas e manifestações marcadas pela violência e confrontos com a polícia que resultaram em, pelo menos, três dezenas de feridos, segundo fontes oficiais.

© John Vizcaino / Reuters

Os manifestantes, mobilizados desde segunda-feira, reclamam medidas de apoio ao setor agrícola, muito afetado por mais de meio século de conflito armado, e denunciam os efeitos dos Tratados de Livre Comércio assinados pela Colômbia com os Estados Unidos e a Europa, que têm resultado no aumento das importações de alimentos pelo país, em detrimento da produção local.

As "concentrações, marchas e barreiras, permanentes ou ocasionais, afetam 45 municipalidades em 24 províncias", de entre as 32 com que conta a Colômbia, anunciou através de um comunicado citado pela agência France Presse, o Defensor do Povo, uma entidade pública colombiana responsável pela defesa dos direitos humanos.

No total, 14 barreiras de estradas mantinham-se a meio do dia nas regiões do oeste e centro-oeste do país, e outras 11 foram desmanteladas pela polícia. Os confrontos fizeram pelos menos 28 feridos, "21 civis e sete membros das forças de segurança", de acordo com a mesma fonte.

Várias barreiras feitas de pedras e troncos de árvore, impediam a circulação na Panamérica, uma estrada que atravessa o continente de norte a sul, constatou um fotógrafo da AFP.

Esta onda de protesto responde a um apelo da Cimeira Agrária, que reúne nomeadamente os movimentos indígenas, de trabalhadores agrícolas e de afro-descendentes, e denuncia o "desrespeito" do Governo do Presidente Juan Manuel Santos de acordos alcançados em resultado de mobilizações anteriores em 2013 e 2014 contra os Tratados de Livre Comércio (TLC).

Para além da concorrência dos produtos agrícolas de importação, os camponeses protestam também contra a pobreza e a dificuldade de acesso às terras cultiváveis, reclamando a participação nas conversações de paz que decorrem desde 2012 com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, marxistas), a principal guerrilha do país.

O Governo qualificou a mobilização dos camponeses como "injusta" e apelou ao diálogo, através do ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, que se deslocou hoje a La Maria, na província de Cauca (oeste), onde os manifestantes são particularmente numerosos.

Fresco na memória coletiva da Colômbia, o conflito armado resultante das insurreições campesinas nos anos 60 fez pelo menos 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,8 milhões de deslocados.

Lusa

  • Atentados na Catalunha estão relacionados, 14 mortos

    Ataque em Barcelona

    Uma pessoa morreu e cinco suspeitos foram abatidos num segundo ataque esta madrugada em Espanha, depois do atentado de ontem que fez 13 mortos em Barcelona. As operações de busca centram-se num nome: Moussa Oukabir. Siga aqui as últimas informações, ao minuto.

    Em atualização

  • Driss Oukabir: suspeito do atentado ou vítima de roubo de identidade?
    2:40

    Ataque em Barcelona

    Um dos dois suspeitos, do ataque nas Ramblas, detidos pela polícia foi inicialmente identificado como Driss Oukabir, um homem de 28 anos. Mais tarde, um homem com o mesmo nome apresentou-se numa esquadra em Girona, a mais de 100 quilómetros do local do atropelamento afirmando que lhe tinha sido roubada a identificação. De acordo com alguma imprensa espanhola, poderá ter sido o irmão, Moussa Oukabir, um jovem de 18 anos que vive em Barcelona, como explicou também Nuno Rogeiro, comentador da SIC.

  • "Nas Ramblas, é como se nada tivesse acontecido"
    1:35

    Ataque em Barcelona

    Um atentado terrorista em Barcelona matou 13 pessoas e feriu cerca de 100. O ataque aconteceu na zona das Ramblas, quando uma carrinha avançou sobre quem circulava nessa grande via no centro da capital da Catalunha. O repórter Emanuel Nunes está em Barcelona e deu conta do regresso à normalidade nas Ramblas, logo às primeiras horas da manhã.

  • Barcelona abalada pelo terrorismo
    1:03
  • "O abandono provoca incêndios desta dimensão"
    0:55

    País

    O antigo vereador da Câmara de Mação José Silva acredita que a desertificação do interior também é, em parte, responsável pelos incêndios. Segundo José Silva, Mação tem cada vez menos habitantes e é por essa razão que os terrenos são deixados ao abandono.

  • Mação perdeu 80% da área florestal
    3:39
  • Médicos e ministro da Saúde voltam hoje às negociações

    País

    O Ministério da Saúde deverá apresentar uma proposta que poderá ser decisiva para a convocação ou não de uma nova greve. O Sindicato Independente dos Médicos e a Federação Nacional de Médicos tinham anunciado, no dia 11 de agosto, que vão realizar uma greve de dois dias na primeira semana de outubro, se a nova proposta negocial não levar em conta o que reivindicam.