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Papa canoniza padre polaco e enfermeira sueca

O Papa Francisco canonizou hoje numa cerimónia religiosa a religiosa sueca Marie Elisabeth Hesselblad e padre polaco Jan Papczynski.

Religiosa sueca Marie Elisabeth Hesselblad

Religiosa sueca Marie Elisabeth Hesselblad

© Alessandro Bianchi / Reuters

Hesselblad, uma luterana que se converteu ao cristianismo, é a primeira religiosa sueca a ser canonizada em seis séculos, enquanto o padre polaco Jan Papczynski passou a ter o nome religioso de Estalislau de Jesus e Maria.

Nas cerimónias, a ministra da Cultura da Suécia, Alice Bah-Kuhnke, e 250 peregrinos católicos suecos estiveram presentes na praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

Marie Elisabeth Hesselblad, que restaurou a Congregação das "Brigitinas", nasceu em 1870 no seio de uma família luterana com 13 filhos, tendo morrido a 1957, em Roma.

Hesselblad partiu muito jovem para trabalhar nos Estados Unidos com o objetivo de ajudar a sustentar a sua família, como o fizeram numerosos agricultores suecos.

Então, a religiosa trabalhou em Nova Iorque como enfermeira. Em 1902 converteu-se ao catolicismo e foi batizada.

Dois anos mais tarde regressou a Roma, onde entrou para as carmelitas e com a permissão especial do papa Pio X, vestiu o hábito das "brigitinas", Ordem fundada por Santa Brigite da Suécia.

Após tornar-se religiosa, Elisabeth Hesselblad desenvolveu a sua congregação, aprovada pela Santa Sé em 1940 e prosseguiu a obra da santa sueca.

O papa João Paulo II foi quem iniciou o processo que conduziu à sua canonização. Beatificada em 2000, foi declarada "Justa entre as Nações" em 2004 por ter salvado judeus durante a II Grande Guerra Mundial, em Roma.

Elisabeth Hesselblad era uma religiosa aberta ao diálogo com outras confissões cristãs, tendo multiplicado as missões da sua congregação na Europa do norte e do leste.

O papa Francisco vai fazer uma visita pastoral à Suécia, entre 31 de outubro e 01 de novembro, onde participará em Lund a convite da Federação Luterana Mundial, numa comemoração ecuménica relacionada com os 500 anos da Reforma protestante de Martin Luther, que se celebrará em 2017.

Já Jan Papczynski, nasceu em 1631 e foi o padre católico que fundou a congregação dos Marianos da Imaculada Conceção, a primeira ordem religiosa masculina polaca, muito associada ao misticismo oriental católica.

O agora Estanislau de Jesus e Maria é considerado uma das grandes referências da igreja católica polaca, tendo influenciado o percurso de João Paulo II.

O agora santo fora canonizado em 2007, numa cerimónia presidida pelo Cardeal Tarcisio Bertone, em nome de Bento XVI.

Depois dessa data, o Vaticano reconheceu um milagre que se terá realizado em 2016, sustentando a elevação do beato Estanislau à categoria de santo.

Lusa

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