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Manifestação da oposição no Quénia resulta em duas mortes

Duas pessoas morreram e 60 ficaram feridas em Kisumu, no oeste do Quénia, quando a polícia dispersou uma manifestação da oposição que exigia a dissolução da comissão eleitoral, após o fracasso de negociações com o governo.

© Stringer . / Reuters

Testemunhas citadas por agências internacionais disseram que os dois homens mortos apresentavam ferimentos de bala.

O chefe da polícia local, Joseph Boinnet, assegurou que o tiroteio "foi alvo de inquérito".

O primeiro corpo foi colocado por jovens à frente da morgue de um hospital da localidade, como forma de protesto. O segundo corpo foi colocado no centro de uma estrada enquanto manifestantes e polícia se envolviam em confrontos.

Várias lojas foram pilhadas durante os confrontos, em que a polícia utilizou canhões de água, gás lacrimogénio e tiros de advertência para dispersar grupos de manifestantes que atiravam pedras.

Pelo menos 60 pessoas ficaram feridas nos confrontos, tendo 20 sido hospitalizadas por ferimentos de balas ou objetos cortantes, indicou o médico Ojwang Lusi, diretor dos serviços de saúde no condado de Kisumu.

Segundo os testemunhos, uma criança de cinco anos está entre os feridos por balas.

Partidos da oposição queniana e organizações da sociedade civil têm organizado manifestações contra a comissão eleitoral por todo o país.

A oposição acusa a comissão de ser parcial a favor do Presidente, Uhuru Kenyatta, e de não ser capaz de garantir a equidade da eleição presidencial em agosto de 2017, que deverá opor o atual presidente, ao líder da oposição, Raila Odinga.

Lusa

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