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ONU põe de lado lançamentos aéreos de ajuda humanitária na Síria

As Nações Unidas recuaram hoje no plano de lançar ajuda humanitária por avião na Síria e optaram por, para já, garantir a segurança dos comboios humanitários em terra, indicou o diretor do Gabinete de Ajuda Humanitária da ONU.

Ban Ki-moon, secretário geral da ONU.

Ban Ki-moon, secretário geral da ONU.

© Denis Balibouse / Reuters

"O nosso principal foco é agora garantir a segurança dos acessos terrestres, devido aos desafios de segurança e de logística subjacentes ao lançamento aéreo de ajuda humanitária", disse Stephen O'Brien.

Na semana passada, no Conselho de Segurança, em Nova Iorque, Stephen O'Brien disse que estaria por dias a entrega de um pedido de autorização formal a Damasco para começar as operações.

No entanto, esse pedido acabou por não ser entregue, tendo, ao invés, sido solicitado a Damasco autorização para dar início às operações de segurança nos acessos terrestres para permitir a entrega de alimentos e medicamentos em 34 áreas na Síria, entre elas 15 cidades cercadas.

"Se, a dada altura, decidirmos que o acesso por estrada não está garantido, pensaremos então melhor na via aérea", sublinhou hoje Stephen O'Brien.

O governo sírio autorizou na semana passada o acesso a 23 das 34 áreas listadas pela ONU, incluindo 12 cidades sitiadas, decisão recusada pelas Nações Unidas, que argumentaram com a necessidade de se chegar a todos os locais.

Na ocasião, a ONU deu às autoridades sírias até 10 de junho, para responder, disse Linda Tom, diretora do Gabinete de Ajuda Humanitária das Nações Unidas em Damasco.

Se Damasco mantiver a decisão, as Nações Unidas irão pedir autorização para começar as operações aéreas de distribuição de ajuda humanitária a populações em risco, mas será sempre como último recurso, acrescentou Linda Tom.

Segundo dados da ONU, quase 600 mil pessoas vivem sitiadas na Síria, maioritariamente pelas forças do regime, enquanto outras cerca de quatro milhões se encontram em áreas remotas e de difícil acesso.

Lusa

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