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ONG denuncia crimes contra a humanidade no México cometidos na última década

As forças de segurança mexicanas e o grupo Los Zetas cometeram "crimes contra a humanidade" durante a última década, afirma a organização não-governamental norte-americana Open Society Justice Initiative, num relatório publicado na segunda-feira.

Reuters

No decurso da guerra contra a droga levada a cabo pelo Governo mexicano, entre dezembro de 2006 e o final de 2015, mais de 150 mil pessoas foram "mortas intencionalmente" no México e milhares de pessoas desapareceram, segundo a organização com sede em Nova Iorque.

A Open Society Justice Initiative, que luta contra os abusos em matéria dos direitos humanos, considera ter elementos suficientes para concluir que crimes contra a humanidade foram cometidos tanto "por atores governamentais como por não-governamentais", tais como o cartel Los Zetas.

Estes crimes visaram os mexicanos, mas também "imigrantes da América Central" que atravessam o país e ficam expostos "à violência cruel dos cartéis", precisou o relatório.

"O Governo deve agir imediatamente para reconhecer a gravidade da situação", considera a ONG.

A possibilidade de expor o caso perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) é uma opção "se o México continuar sistematicamente a não investigar estes crimes atrozes", referem os autores do relatório.

O Governo do Presidente Enrique Peña Nieto respondeu na segunda-feira em comunicado que "em casos excecionais" onde as forças de segurança foram implicadas em violações de direitos humanos, os responsáveis devem ser julgados e condenados.

Lusa

  • 10 Minutos com Leonor Beleza
    10:27

    10 Minutos

    A nossa convidada desta segunda-feira ainda é conhecida por ter sido ministra da Saúde e pelo seu trabalho à frente da Fundação Champalimaud. Mas desta vez vamos falar com Leonor Beleza sobre os 40 anos da revisão do Código Civil, em que esteve envolvida.

    Entrevista completa