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China considera que fez "progressos extraordinários" nos direitos humanos

A China alcançou "progressos extraordinários" na implementação do seu segundo plano para os direitos humanos, incluindo avanços na liberdade religiosa e proteção social em regiões afetadas por "extremistas religiosos e separatistas", considerou o hoje Governo chinês.

reuters

Quase todos os trabalhadores religiosos na China são abrangidos pelo sistema de segurança social, com 96,5% a beneficiar de seguro de saúde e 89,6% a descontar para o sistema de pensões, aponta um relatório difundido pelo Departamento de Informação do Conselho de Estado chinês sobre a evolução dos direitos humanos no país entre 2012 e 2015.

"A liberdade de crença religiosa está completamente garantida e os direitos e interesses das minorias étnicas foram efetivamente protegidas na China", proclama o documento.

Ao contrário dos governos e opinião pública dos países mais ricos, que enfatizam a importância da liberdade e direitos políticos individuais, Pequim defende "o direito ao desenvolvimento" como "o mais importante dos direitos humanos".

O mesmo relatório detalha que, entre 2011 e 2015, o Estado chinês gastou 200 milhões de yuan (26,7 milhões de euros) na renovação e ampliação de instalações religiosas no Tibete, uma das regiões chinesas mais vulneráveis ao separatismo.

Em Xinjiang, região do noroeste da China palco de frequentes conflitos étnicos entre chineses da minoria étnica muçulmana Uigur e a maioria Han, 70% dos gastos públicos foram destinados às áreas da educação, emprego, segurança social e ambiente, destaca.

O documento revela ainda que, nos últimos três anos, o número de habitantes das zonas rurais que viviam abaixo da linha de pobreza - menos de 2.300 yuan (311 euros) por ano - diminuiu 43,1 milhões, para 55,8 milhões, o que corresponde a 4% da população.

A questão dos direitos humanos continua a ser uma fonte de tensão entre a China e os governos dos países mais desenvolvidos, sobretudo na Europa e América do Norte.

Segundo um relatório recente da organização de defesa dos direitos humanos Chinese Human Rights Defenders (CHRD), o número de presos políticos no país quase triplicou desde que o atual Presidente chinês, Xi Jinping, ascendeu ao poder, em 2013.

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