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Angola ainda tem de 1.283 áreas para desminar

Angola desminou nos dois últimos anos 136 áreas do seu território, correspondente a 1,3 mil milhões de metros quadrados, mas tem ainda por limpar 1.283 áreas, incluindo estradas, quando escasseiam financiamentos para esse programa.

(Arquivo)

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© Siphiwe Sibeko / Reuters

Os dados foram divulgados no decorrer de um encontro realizado hoje pela Comissão Nacional Intersetorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH) para informar os parceiros sobre as ações desenvolvidas desde 2013 até à presente data, para o cumprimento do artigo 5.º da Convenção de Otava, que levará o país a ser declarado livre minas.

O Governo angolano, que ratificou em 2002 a convenção de Otava, solicitou em 2012 uma moratória de cinco anos para a continuação das suas operações de desminagem e segurança das zonas minadas, e prepara-se para pedir uma nova extensão do prazo até 2025.

No encontro, os participantes, foram informados que de 2013 à data presente, o processo de desminagem permitiu a recolha e destruição de 12.244 minas antipessoal, 1.722 antitanque e de 3,2 milhões de engenhos explosivos não detonados.

No mesmo período, as ações de desminagem permitiram ainda desminar 5.026 quilómetros de estradas, mas encontram-se ainda por limpar 122 quilómetros, 32 dos quais na província do Cuando Cubango, seguindo-se a Huíla (19), Bié (18) e Moxico (16).

As províncias com mais áreas minadas são o Moxico (277), Cuando Cubango (249), Cuanza Sul (128), Bié (109), Benguela (75), Uíge (51), Bengo (48), Cuanza Norte (45), Huambo (26), Cunene (25), Zaire (22), Lunda Sul (19) e Huíla (18).

A capital de Angola, Luanda, com uma área minada, é a província com o menor número de zonas afetadas, seguindo-se Cabinda com duas, Namibe e Lunda Norte, com três cada uma, e Malange, com oito.

Durante a apresentação dos dados, o assessor nacional do planeamento da CNIDAH, Augusto Santana, disse estão ainda por pesquisar as províncias de Cabinda, Luanda, Bengo, Lunda Norte e Lunda Sul, estando em curso trabalhos de investigação no Cunene e Moxico.

Augusto Santana disse que falta dinheiro para serem desenvolvidas as pesquisas nas cinco províncias em falta, quando faltam apenas cinco meses para a sua finalização e se dar início ao próximo pedido de extensão do prazo até 2025.

"Portanto, queria aproveitar a ocasião para encorajar os nossos parceiros, aqueles que têm algum contacto com doadores que possam eventualmente cobrir na totalidade ou parcialmente essa pesquisa, agradecíamos muito que esses contactos fossem feitos", apelou Augusto Santana.

Lusa

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