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Justiça francesa adia decisão sobre homicídio de Yasser Arafat

A justiça francesa adiou hoje uma decisão sobre o arquivamento do inquérito ao homicídio por envenenamento do dirigente palestiniano Yasser Arafat, aberto depois da morte em 2004.

© Reuters Photographer / Reuter

A câmara de instrução do tribunal de recurso de Versailles, arredores de Paris, adiou a decisão "para 24 de junho ou 08 de julho", disse fonte judiciária.

Convencidos de que a justiça encerrou demasiado depressa o processo, apesar de "ninguém ser capaz de explicar a morte de Yasser Arafat", Francis Szpiner e Renaud Semerdjian, advogados de Suha Arafar, viúva do líder da Organização de Libertação da Palestina (OLP), recorreram da decisão de arquivamento, de setembro de 2015, e pediram a anulação de uma perícia-chave para o inquérito.

Na decisão de arquivamento do processo, os três juízes de Nanterre consideraram "que no final das investigações (...) não foi demonstrado que Yasser Arafat tenha sido assassinado por envenenamento com polónio 210 e não existe qualquer prova suficiente da intervenção de uma terceira parte que teria atentado contra a vida" do dirigente palestiniano, indicou o procurador de Nanterre, que não pronunciou qualquer acusação.

Arafat morreu a 11 de novembro de 2004, no hospital militar Percy de Clamart, perto de Paris, na sequência de uma brusca deterioração do estado de saúde e as causas da morte nunca foram apuradas. O líder da OLP tinha sido hospitalizado, no final de outubro, depois de ter sentido dores abdominais.

Suha recorreu à justiça em agosto de 2012, na sequência da descoberta de polónio 210, substância radioativa altamente tóxica, no corpo do marido.

Os peritos mandatados pelos juízes franceses afastaram, em duas ocasiões, a tese de envenenamento, considerando que a presença no ambiente exterior de um gás radioativo natural, o radão, explicava as fortes quantidades de polónio encontradas na sepultura e no corpo de Arafat.

Peritos suíços contratados pela viúva concluíram que os resultados registados "apoiavam a hipótese de envenenamento" com polónio.

Em investigações complementares, os franceses voltaram a analisar os dados brutos obtidos da análise, em 2004, pelo serviço de proteção radiológica das forças armadas de amostras de urina de Arafat, colhida durante a hospitalização, mas não encontraram polónio 210.

Os advogados questionam a origem misteriosa destes resultados de análises da urina, afirmando que estes elementos não constavam do processo, o que é motivo suficiente para anular a perícia complementar.

Lusa

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