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Cinto de explosivos falso tinha sal e biscoitos, revela Ministério Público de Bruxelas

O Ministério Público de Bruxelas revelou hoje que o cinto de explosivos falso que motivou um alarme de ameaça de bomba esta manhã no centro da cidade continha sal e biscoitos e foi usado por um homem já conhecido pelas autoridades.

reuters

Em comunicado, a mesma fonte indicou que o detido, identificado como "JB", nascido em 1990, era conhecido da polícia e terá problemas psiquiátricos, estando ainda a ser determinado se a ação tem ligações a atos terroristas.

A polícia da zona de Bruxelas capital-Ixelles afirmou ter recebido uma chamada pelas 05:30 locais (04:30 de Lisboa) de alguém que afirmava ter sido sequestrado e colocada na Rua Neuve com um cinto de explosivos, que seria rebentado remotamente por uma outra pessoa.

A polícia deslocou-se para o local, identificou o autor do telefonema como JB e detetou um objeto que podia ser comparado a um cinto de explosivos.

No local foi montado um perímetro de segurança, retirado o cinto do homem e, num primeiro exame, revelado que se tratava de um objeto com sal e biscoitos, tendo sido afastada a possibilidade de explosão.

Com as informações dadas por JB, um automóvel foi identificado na comuna de Schaerbeek, devendo o seu proprietário ser ouvido.

Segundo um comunicado do ministério, JB contactou recentemente a polícia para informar a sua intenção de se juntar aos extremistas do grupo Estado Islâmico na Síria. Depois de várias investigações, essa declaração não foi confirmada, nem negada.

"JB está atualmente a ser investigado para determinar se está ligado, ou não, a atos de terrorismo, ou se se tratou de uma falsa ameaça de ataque".

O primeiro-ministro belga tinha já afirmado que "a situação está sob controlo" em Bruxelas, após uma reunião do conselho nacional de segurança.

O burgomestre de Bruxelas, Yvan Mayeur, comentou não haver qualquer ameaça particular sobre as lojas do centro da capital, garantindo que o perímetro será totalmente levantado quando terminar a intervenção policial e que não há qualquer ordem para encerrar o comércio.

Reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico, os ataques no aeroporto e numa estação de metropolitano de Bruxelas a 22 de março causaram 32 mortos e mais de 300 feridos.

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