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Mais de 700 médicos mortos em cinco anos de guerra na Síria

Mais de 700 médicos e outros profissionais de saúde foram mortos na Síria desde o início da guerra, há mais de cinco anos, a maioria em ataques aéreos contra instalações de saúde, informaram hoje especialistas da ONU.

Um médico (ao centro) dá formação em primeiros socorros a um grupo de rebeldes sírios.

Um médico (ao centro) dá formação em primeiros socorros a um grupo de rebeldes sírios.

© Goran Tomasevic / Reuters (Arquivo)

O presidente da comissão de inquérito da ONU sobre a Síria, o brasileiro Paulo Pinheiro, afirmou hoje perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU que ataques aéreos dirigidos e generalizados contra hospitais e clínicas por toda a Síria "tiveram como resultado muitas mortes civis, incluindo muitos tão necessários profissionais de saúde".

"Mais de 700 médicos e profissionais de saúde foram mortos em ataques a hospitais desde o princípio do conflito", disse.

Pinheiro, que apresentou hoje ao Conselho o mais recente relatório da comissão, afirmou que os ataques a instalações médicas e as mortes de tantos profissionais médicos tornaram o acesso a cuidados de saúde no país extremamente difícil e, em algumas zonas, completamente impossível.

"À medida que as baixas civis aumentam, o número de instalações e pessoal médico diminui, limitando ainda mais o acesso a cuidados médicos", disse.

O especialista denunciou por outro lado ataques a outras infraestruturas essenciais à vida civil, como mercados, escolas e padarias.

"A cada ataque, os sobreviventes ficam mais vulneráveis", disse, acrescentando que "escolas, hospitais, mesquitas, depósitos de água... está tudo a ser transformado em ruínas".

O conflito armado na Síria, iniciado em março de 2011, já fez mais de 280.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados, segundo a ONU.

Paulo Pinheiro referiu por outro lado que a comissão está a investigar alegações segundo as quais a Frente al-Nosra e "outros grupos ligados à Al-Qaida", "recrutaram centenas de crianças menores de 15 em Idleb", no noroeste da Síria.

Lusa

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