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Governo e Renamo aguardam resposta dos mediadores das negociações de paz

O Governo moçambicano e a Renamo, principal partido de oposição, disseram hoje que aguardam resposta da União Europeia (UE), Igreja Católica e África do Sul aos convites endereçados às três entidades para mediarem as negociações de paz em Moçambique.

© Carlo Allegri / Reuters

"Ainda não tivemos a reação das entidades convidadas para mediarem as negociações, mas sabemos que mostraram abertura", afirmou, à imprensa, José Manteigas, que falou em nome das delegações do Governo e da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), no final de mais uma ronda negocial para o fim da crise política e militar em Moçambique, na presença dos membros das duas equipas.

Manteigas, deputado da Renamo, adiantou que na sessão de hoje as duas delegações chegaram a consenso sobre os termos de referência da participação dos mediadores nas negociações, mas remeteu a divulgação de pormenores sobre esse entendimento para quando os mediadores começarem a participar no processo negocial.

Ainda na sessão de hoje, prosseguiu José Manteigas, as equipas do Executivo e do principal partido de oposição chegaram a entendimento sobre a metodologia de integração dos seis novos membros indicados para as negociações, três para cada uma das delegações.

Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama anunciaram este mês terem chegado, por telefone, a um consenso sobre a participação de mediadores internacionais nas negociações para o fim dos confrontos entre as forças de defesa e segurança moçambicanas e o braço armado da Renamo.

Apesar de as duas partes terem reatado as negociações, os ataques de supostos homens armados da Renamo a veículos civis e militares em vários troços do centro do país não têm cessado e o movimento acusa as forças de defesa e segurança de intensificarem os bombardeamentos na serra da Gorongosa, onde se encontra refugiado o líder do principal partido de oposição, Afonso Dhlakama.

O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

Lusa

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