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EUA matam por lapso 116 pessoas em países onde não estão em guerra

O Governo norte-americano confirmou, esta sexta-feira, que os EUA mataram por lapso 116 pessoas em países onde não estão em guerra. Estes números divulgados pelo diretor da Agência de Inteligência norte-americana são no entanto mais baixos do que os que tem estado a ser avançados pelas organizações não-governamentais.

MARK LENNIHAN

Ataques aéreos realizados por drones norte-americanos mataram cerca de 116 civis e 2.581 combatentes fora do Iraque, Afeganistão e Síria, desde 2009, informaram os serviços de informações dos Estados Unidos.

O diretor nacional do serviço de informações dos Estados Unidos, James Clapper, publicou estimativas em relação às mortes em 473 ataques, entre 1 de janeiro de 2009 e o final de 2015, num relatório sobre os ataques aéreos norte-americanos com recurso a aviões e 'drones'.

Esta foi a primeira vez que a administração do presidente Barack Obama publicou um resumo das vítimas dos seus ataques fora de zonas de guerra "ativas".

Esta publicação dá-se depois de vários grupos de direitos humanos e meios de comunicação terem exigido uma melhor contabilização dos números de vítimas.

Os críticos têm, desde há muito tempo, falado sobre os ataques aéreos e sobre o facto de estes matarem muito mais civis do que a administração Obama admite, e a publicação deste relatório não deve mudar essa narrativa.

"Os dados divulgados hoje devem ser considerados à luz das limitações inerentes à capacidade de determinar o número preciso de mortes de combatentes e de não-combatentes" afirmou James Clapper, em comunicado.

A Casa Branca lançou, entretanto, uma ordem executiva que fornece informações adicionais sobre práticas e procedimentos que podem ser aplicadas aos ataques aéreos, independentemente do local onde são realizados.

"Os Estados Unidos devem manter e promover melhores práticas para reduzir a probabilidade de vítimas civis, tomar medidas adequadas quando essas fatalidades ocorrem e retirar lições das nossas operações para melhorar a proteção de civis", afirmou Obama na sua ordem executiva.

com Lusa

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