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Ações russas na Ucrânia "destruíram confiança mútua"

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que "as ações da Rússia na Ucrânia destruíram a confiança mútua com o Ocidente", na véspera da cimeira da NATO, que sexta-feira tem início na Polónia.

© Stefanie Loos / Reuters

"Se através de palavras e ações, a validade da lei [internacional] e a inviolabilidade das fronteiras são questionadas, depois é claro que a confiança se perde", disse hoje a chanceler ao parlamento alemão, acrescentando que "as ações da Rússia perturbaram profundamente os [ainda] aliados orientais".

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje os planos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) para implantar tropas na Polónia e nas três repúblicas bálticas (Lituânia, Letónia e Estónia), de forma a fortalecer a capacidade de defesa da Aliança, no seu flanco oriental, mas sublinhou a necessidade de "manter a mão estendida ao diálogo com a Rússia".

"A segurança a largo prazo da Europa só poderá ser alcançada com a Rússia e não contra a Rússia", disse a chanceler, numa declaração institucional antes do plenário do Bundestag (câmara baixa do parlamento) e em vésperas da cimeira da NATO, que começa sexta-feira em Varsóvia.

Angela Merkel mostrou-se convencida de que não existe contradição entre o princípio de solidariedade da Aliança e o diálogo com a Rússia, pois "são princípios inseparáveis", disse a chanceler.

A Alemanha continua comprometida com a Ata Fundacional NATO-Rússia, o acordo base que regula as relações entre as duas partes desde 1997, apesar de a "Rússia a ter tornado vulnerável na Ucrânia", reconheceu Angela Merkel.

Neste contexto, a chanceler alemã insistiu no "grande interesse" em manter "uma relação construtiva com Moscovo".

Advertiu que, "na futura colaboração, será decisivo o cumprimento dos acordos de Minsk (que visavam parar os combates no leste da Ucrânia e implementar um cessar-fogo imediato) por parte da Rússia" e recordou que o cessar-fogo na Ucrânia não está a ser respeitado.

A chanceler manifestou-se satisfeita com o facto de a NATO e a Rússia terem acordado uma reunião de embaixadores no próximo dia 13 de julho e lamentou que Moscovo não tenha aceitado o convite para esse mesmo encontro antes da cimeira de Varsóvia.

Lusa

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