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EUA mantêm apoio ao Afeganistão até concluírem missão antiterrorista

O secretário de Defesa norte-americano garantiu hoje em Cabul que manterá o apoio ao Afeganistão até concluir a missão em solo afegão, com 8.400 militares após o fim do mandato do Presidente, Barack Obama.

© Mohammad Ismail / Reuters

"Vamos continuar a trabalhar juntos para acabar a missão que começamos", disse à imprensa Ashton Carter, acompanhado do Presidente afegão, Ashraf Gani, durante uma visita surpresa ao país asiático.

Carter realçou que a sua visita, a terceira ao Afeganistão em menos de um ano e meio no cargo, é feita após o seu país ter tomado decisões importantes sobre a missão antiterrorista e de assistência a tropas afegãs.

"Primeiro, aumentar os poderes do general (John) Nicholson", disse referindo-se ao chefe das forças dos EUA no Afeganistão.

Os EUA decidiram também continuar com o seu apoio financeiro ao país asiático e "manter uma presença mais substancial de forças norte-americanas até 2017", afirmou o chefe do Pentágono.

Obama anunciou na semana passada que vai manter 8.400 dos atuais 9.800 militares no Afeganistão -- ou seja, a quase totalidade do exército - quando abandonar a Casa Branca no próximo mês de janeiro, em vez dos 5.500 inicialmente previstos.

O secretário de Defesa aterrou na base militar norte-americana de Bagram, a cerca de 60 quilómetros de Cabul, e foi depois até à capital afegã para reunir-se com o Presidente Gani e o chefe de governo afegão, Abdulá Abdulá.

A visita aconteceu depois dos líderes da NATO terem concordado no final da semana passada, em Varsóvia, manter em 2017 o mesmo volume de tropas - cerca de 12.000 - na sua missão de formação, aconselhamento e assistência às forças afegãs.

A aliança acordou também continuar o apoio financeiro de cerca de 5.000 milhões de dólares anuais até 2020 para as tropas do país asiático.

Desde que em 2014 terminou a missão de combate no Afeganistão, os talibãs ganharam força no país e controlam cerca de um terço do território afegão, segundo estimativas dos EUA.

Com Lusa

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