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Cientistas e políticos de 22 países defendem intervenção urgente na Antártida

Cientistas polares e responsáveis políticos de 22 países alertam para a necessidade de definir "novas áreas de intervenção urgente na Antártida", revela a Universidade de Coimbra (UC) numa nota hoje divulgada.

(AP/Arquivo)

(AP/Arquivo)

Charles Hanley

"É urgente identificar quais os principais processos físicos que afetam o Oceano Antártico", designadamente o aumento da temperatura, a acidificação e o degelo, sustentam os especialistas e responsáveis políticos, de acordo com um artigo publicado no jornal científico Frontiers in Marine Science, citado pela UC.

É necessário investigar a estrutura e funcionamento da cadeia alimentar marinha, obtendo "informação básica de grupos de animais", e desenvolver tecnologias e métodos amigos do ambiente, salienta o artigo.

Os métodos amigos do ambiente devem ser alcançados através de "programas de monitorização internacionais e de longa duração e submarinos autónomos que cheguem a áreas ainda por explorar debaixo do gelo", preconizam os cientistas, reunidos no Scientific Committee on Antarctic Research.

No encontro daquele comité científico participaram 75 cientistas e decisores políticos de 22 países, entre os quais José Xavier, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.

Os especialistas defendem ainda a necessidade de "direcionar resultados científicos para desenvolvimentos de políticas para a gestão e proteção do meio ambiente marinho" e para "estabelecer esforços para um melhor conhecimento sobre a região Antártida através de iniciativas educacionais".

Durante a reunião, os cientistas centraram-se no estudo dos "grandes problemas que afetam a Antártida, uma das regiões do planeta que tem mostrado sinais de mudanças ambientais muito rápidas e profundas".

O cientista polar da UC José Xavier, citado pela UC, considera que este comité ainda tem muito trabalho pela frente porque "muitas questões científicas importantes continuam por responder, tais como, por exemplo, quais as espécies que podem levar a compreender o funcionamento do Oceano Antártico e que espécies poderão extinguir-se no futuro próximo".

Com Lusa

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