sicnot

Perfil

Mundo

John Kerry em Moscovo para discutir com Putin combate aos jihadistas

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, chegou esta tarde a Moscovo para um encontro com Vladimir Putin onde vai ser abordado o combate contra dois grupos 'jihadistas' radicais na Síria.

© Sergei Karpukhin / Reuters

Segundo noticiou o Washington Post, Kerry vai propor ao Presidente russo uma cooperação militar na Síria contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI) e a Frente Al-Nusra, o ramo sírio da Al-Qaida.

Antes de partir para Moscovo após as celebrações da festa nacional do 14 de julho em Paris, o chefe da diplomacia norte-americana não desmentiu as informações mas recusou-se a fornecer mais detalhes sobre esta proposta.

Por sua vez, a Rússia recusou-se a comentar as informações dos 'media' norte-americanos mas recordou que "o Presidente Putin já referiu, repetidamente, que o Kremlin considera que a luta contra o terrorismo na Síria e nos Estados vizinhos apenas pode ser conduzida em comum", segundo o seu porta-voz Dmitri Peskov.

Qualquer acordo entre Moscovo e Washington arrisca-se a forte controvérsia, por poder ser entendido, em particular pelos críticos de Barack Obama, como uma aprovação tácita à manutenção do Presidente sírio Bashar al-Assad no poder.

O destino do líder sírio permanece a principal divergência nas diversas rondas de conversações até ao momento organizadas sob a égide da ONU em Genebra.

Numa entrevista difundida hoje pela cadeia televisiva norte-americana CBS News, o Presidente sírio afirma que os russos "nunca disseram uma palavra" sobre o seu afastamento do poder.

Assad assegurou ainda não estar inquieto sobre a possibilidade de russos e norte-americanos decidirem no futuro que deve abandonar as suas funções.

"Não, e um por uma única razão: porque a sua política, quero dizer a política dos russos, não está assente em acordos mas antes em valores", declarou.

Lusa

  • Com a multiplicação de bons indicadores económicos e financeiros do país, multiplicam-se os elogios ao Governo e declaram-se mortas e enterradas as políticas do passado recente, nomeadamente a da austeridade. Nada mais errado. O que os bons resultados agora alcançados provam definitivamente é que a austeridade resolveu de facto os problemas das contas públicas e, mais do que isso, contribuiu para o crescimento económico que foi garantido por reformas estruturais e pela reorientação do modelo económico.

    José Gomes Ferreira

  • Raízes de ciência e rebentos de esperança
    14:14
  • Portugal pode ser atingido por longos períodos de seca

    País

    Portugal e Espanha podem ser atingidos até 2100 por 'megasecas', períodos de seca de dez ou mais anos, segundo os piores cenários traçados num estudo da universidade britânica Newcastle, que tem a participação de uma investigadora portuguesa.

  • G7 reforça compromisso na luta contra o terrorismo
    2:11