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EUA ajudam na investigação do golpe e pedem provas contra alegado instigador

O chefe da diplomacia norte-americana anunciou hoje que os EUA vão assistir a Turquia na investigação do golpe de Estado falhado e convidou Ancara a partilhar provas que tenha contra o alegado instigador, exilado nos EUA.

© Stringer . / Reuters

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que falava no Luxemburgo, disse que Washington não recebeu ainda qualquer pedido de extradição para Fethullah Gulen, que Ancara acusa de estar por detrás do golpe falhado.

No entanto, afirmou: "Antecipamos que haverá perguntas sobre o senhor Gulen".

"Obviamente convidámos o governo da Turquia, como fazemos sempre, a apresentar-nos quaisquer provas legítimas que resistam ao escrutínio e os EUA irão aceitá-las e olhá-las e julgá-las apropriadamente", acrescentou.

A Turquia foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado na sexta-feira à noite, mas o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, disse hoje que a situação no país "está completamente sob controlo".

O último balanço aponta para 161 mortos entre civis e forças leais ao presidente Recep Erdogan, 1.440 feridos e 2.839 militares revoltosos detidos.

Yildirim adiantou que 20 militares revoltosos morreram no decurso da tentativa de golpe de Estado, números que contrariam o balanço inicialmente avançado pelas Forças Armadas, que apontavam para 104 mortes de militares revoltosos, abatidos pelas forças leais ao presidente Erdogan.

O presidente Recep Tayyip Erdogan e o primeiro-ministro turco acusaram o imã Fethullah Gulen, exilado nos Estados Unidos e antigo aliado de Erdogan, de estar por detrás da tentativa de golpe na Turquia.

A Turquia acusa Gulen de encabeçar uma "organização terrorista" e já havia anteriormente pedido aos Estados Unidos a extradição do imã, algo que os americanos recusaram.

"Um país que esteja ao lado de Fethullah Gulen não é nosso amigo", disse hoje Yildirim, sem nomear os Estados Unidos, aliados da Turquia na NATO.

Gulen, um religioso islâmico com seguidores em todo o mundo que vive numa pequena cidade nas montanhas Pocono, no estado norte-americano da Pensilvânia, já negou qualquer envolvimento no golpe e condenou a sublevação militar.

Lusa

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