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Movimento de extrema-direita Pegida pretende fundar partido na Alemanha

O movimento anti-islâmico e anti-imigração alemão Pegida anunciou hoje que pretende fundar um partido político, mas sublinhou que não irá procurar atrair votos do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

Jens Meyer

O novo partido poderá chamar-se Partido Popular para a Liberdade e Democracia Direta (FDDV, acrónimo em alemão), disse o líder do grupo, Lutz Bachmann, numa reunião em Dresden.

Bachmann - condenado e multado em maio por incitar o ódio racial por se referir aos refugiados como "gado" e "escória" nos meios de comunicação social - insistiu que não tem a intenção de permanecer na liderança.

As movimentações para formar um partido acontecem na altura em que as autoridades estão a ponderar proibir a associação original, que foi criada baseando-se no medo do crescimento do extremismo.

Bachmann insistiu que o novo partido não procuraria ofuscar o AfD, que ganhou mais de 10 por cento de apoio nos últimos meses.

O AfD foi fundado como um partido de protesto eurocético em 2013, mas agora alinha principalmente contra o Islão e a abertura da Alemanha aos refugiados, que no ano passado reuniu mais de um milhão de requerentes de asilo naquele país.

"Nós devemos apoiar a AfD nas próximas eleições (previstas para 2017)", garantiu Bachmann.

O líder do Pegida acrescentou que as relações entre os dois movimentos de extrema-direita são principalmente boas e que "só em conjunto" poderiam servir a sua causa mútua.

Ruturas no AfD têm surgido nos últimos meses, com um aumento da divisão na liderança, havendo também diferenças dentro da Alternativa para a Alemanha sobre a colaboração com o movimento Pegida.

Lusa