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Parlamento israelita aprova lei que permite expulsar deputados

O parlamento israelita aprovou hoje uma lei que permite expulsar deputados acusados de incitamento racial, com críticas de que é dirigida aos parlamentares árabes da oposição.

Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

© POOL New / Reuters

A lei, apoiada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, permite aos parlamentares votarem para expulsar um membro do parlamento "que incite o racismo e apoie a luta armada contra o estado de Israel".

A lei, que foi aprovada com 62 votos a favor, 47 contra e vários deputados ausentes, requer que uma expulsão seja aprovada por pelo menos 90 dos 120 deputados do parlamento israelita.

A nova legislação foi apresentada depois de três deputados israelo-árabes da oposição terem causado polémica quando visitaram familiares de palestinianos mortos pelas forças de segurança de Israel.

Os deputados disseram que estavam a participar numa reunião sobre o repatriamento dos corpos dos palestinianos para as suas famílias.

Os israelo-árabes são descendentes de palestinianos que ficaram em território de Israel após a criação do estado israelita, em 1948, e correspondem a 17,5% dos cerca de oito milhões que compõem a população do país.

Os partidos israelo-árabes ganharam 13 assentos no parlamento nas eleições de março de 2015, tornando-se a terceira maior força política.

A aprovação desta lei surge depois de o parlamento israelita, já este mês, ter aprovado uma lei polémica que obriga as organizações não-governamentais (ONG) a fazerem uma declaração oficial às autoridades quando a maioria do seu financiamento é oriundo de governos de outros países.

Os críticos dizem que esta lei visa as organizações que defendem os direitos dos palestinianos.

Lusa

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