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Primeiros seis meses de 2016 foram os mais quentes desde o Século XIX

Reuters

Os primeiros seis meses de 2016 foram os mais quentes desde que há registo, anunciou a NASA, que deixa o alerta: o gelo polar Ártico cobre menos 40% da Terra do que há 30 anos.

Em média, as tempertauras foram 1,3ºC mais altas que o habitual, entre janeiro e junho, em comparação com o final do século XIX -"uma mudança em grande parte impulsionada pelo acréscimo de dióxido de carbono e outras emissões à atmosfera", explica a NASA.

"A mudança climática é o desafio de nossa geração", assinala a agência, lembrando que a "maior parte do aquecimento" se deu nos últimos 35 anos, coincidindo com o acréscimo da emissão de gases de efeito estufa por parte do Homem.

No total, o planeta já teve 14 meses consecutivos com as mais altas temperaturas desde que há registo, em 1880, segundo a análise da NOAA - Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA.

A agência, uma das referências internacionais no acompanhamento do processo de aquecimento global do planeta, concluiu que durante 2015 a “temperatura média global” das superfícies terrestres e oceânica esteve 0,9 graus acima da média do século XX. Além disso, a flutuação em relação a todo o período em que se tem registros (1880-2015) também foi a maior de todos os tempos.

A Austrália, o Reino Unido, Espanha e Hong Kong são alguns dos exemplos onde as temperaturas subiram mais que um grau acima da média.

O Ártico, por outro lado, registou níveis incomuns de calor, provocando o início precoce do derretimento do banco de gelo e do manto da Gronelândia, afirma a NASA.

O fenómeno El Niño foi um dos fatores que contribuíram para o recorde de calor em 2016, mas os meteorologistas afirmam que os gases com efeito de estufa emitidos pela atividade humana continuam a ser a principal causa do aquecimento global.

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