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Fronteira entre Venezuela e Colômbia permanecerá fechada este fim-de-semana

Uma criança e uma mulher venezuelana atravessam a ponte internacional Simón Bolíver depois de fazer compras do outro lado da fronteira devido à escassez de alimentos.

© Carlos Eduardo Ramirez / Reut

Os governos da Colômbia e da Venezuela acordaram não abrir no próximo fim-de-semana a fronteira entre os dois países, que permanece fechada desde há quase um ano por decisão do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou uma fonte oficial.

Como parte das medidas para a abertura definitiva da fronteira terrestre, foi decidido não abrir esta passagem, em ambos os sentidos, "pelas pontes internacionais Simón Bolívar e Francisco de Paula de Santander, ao norte de Santander, e José Antonio Páez, em Arauca", indicou o Ministério colombiano dos Negócios Estrangeiros num comunicado, citado pela agência Efe.

No passado dia 17 de julho, quase 130 mil venezuelanos passaram para a Colômbia, através de quatro fronteiras abertas temporariamente, para comprar alimentos, artigos de primeira necessidade e medicamentos.

No domingo anterior, de 10 de julho, outros 35 mil venezuelanos entraram no país com a mesma finalidade.

Nicolás Maduro decidiu no dia 19 de agosto do ano passado o encerramento da principal fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, em resultado da sua estratégia para combater os movimentos paramilitares e o contrabando na região.

Perante os riscos de infraestrutura para as pontes e as dificuldades que podem resultar da chegada massiva de pessoas, "comprometemo-nos com as comunidades fronteiriças que em breve, em questão de dias, poderão passar as fronteiras em ambos os sentidos de forma mais segura", avançaram os serviços diplomáticos colombianos.

De acordo com as autoridades colombianas, os governos de ambos os países estão a trabalhar numa folha de itinerário há seis meses, com o objetivo de criarem uma fronteira "moderna e segura".

O projeto considera os fatores de "comércio, contrabando, educação, saúde, controlo migratório, controlo de câmbios, segurança, ação judicial, transporte e serviços fronteiriços" e permitirá, uma vez concluído o acordo, "a reabertura da fronteira de forma responsável e organizada", de acordo com o ministério dos Exteriores colombiano.


Lusa

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