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Governo turco vai prolongar detenções e confiscação de bens

© Osman Orsal / Reuters

O Governo turco deverá emitir os primeiros decretos-lei das medidas que têm vindo a ser seguidas em virtude do estado de emergência decretado na quarta-feira, noticia hoje o diário turco Hurriyet.

Os decretos sobre a confiscação de bens dos suspeitos de envolvimento no golpe de Estado e sobre os períodos de detenção deverão ser produzidos em breve.

Segundo o jornal turco, os suspeitos de terem participado na tentativa falhada de tomar o poder, na passada sexta-feira, vão ver os seus bens apreendidos enquanto as investigações pertinentes se mantiverem.

O Hurriyet, que cita fontes governamentais anónimas, indica que outra das medidas do Governo é estender entre mais quatro e sete dias o período que uma pessoa poderá estar detida antes de ser presente ao juiz.

A Guarda nacional, corpo policial militarizado que se manteve fiel ao Governo durante o golpe, vai ser menos dependente do Exército, segundo as informações do diário turco.

O Governo planeia ainda uma campanha internacional, pela qual os ministros da Justiça e Negócios Estrangeiros vão viajar aos Estados Unidos, onde o clérigo que Ancara acusa de ter organizado o golpe, Fetullah Gulen, reside desde 1999, para negociar a extradição para a Turquia.

O mesmo órgão de comunicação afirma que funcionários que forem suspeitos de pertencerem à irmandade de Gulen vão ser despedidos sem qualquer compensação, enquanto os simpatizantes vão ser despromovidos nos cargos.

Até ao momento, cerca de 55.000 pessoas foram despedidas na sequência da purga com que o Presidente Recep Erdogan alega querer defender a Turquia.

Escolas, fundações e associações que estejam vinculadas com o exilado político Gulen serão encerradas.

Devido ao estado de emergência, o Governo do Presidente Recep Erdogan e do primeiro-ministro, Binali Yildirim, pode aprovar decretos-lei que apenas têm de passar pelo parlamento 30 dias depois.

Os Estados Unidos, a União Europeia e a Organização das Nações Unidas apelaram à Turquia que respeite e cumpra a ordem constitucional e os direitos humanos.


Lusa

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