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Estrela de Bollywood absolvida por matar animais selvagens

© Shailesh Andrade / Reuters

Um tribunal indiano absolveu hoje a superestrela de Bollywood Salman Khan, pelo crime de matar animais selvagens protegidos há 18 anos, pondo fim um dos casos de longa duração contra o ator.

Salman Khan foi condenado em 2006 por caçar gazelas raras, enquanto gravava um filme no norte do Estado do Rajastão, oito anos antes. O ator foi condenado entre um a cinco anos de prisão, por dois casos separados de disparos contra animais, mas tem vindo a recorrer, impedindo assim o cumprimento da pena.

O juiz do Supremo Tribunal Nirmaljit Kaur absolveu o ator em ambos os casos, argumentando que os grãos de chumbo recuperados dos animais não foram disparados pela arma de Salman Khan.

"O honroso Supremo Tribunal não concordou com as provas da acusação ou com os documentos apresentados em ambos os casos. Definitivamente, é uma boa coisa que um homem inocente tenha recebido justiça", disse o advogado do ator, Hastimal Saraswat, à televisão indiana NDTV.

O arguido, de 50 anos, não esteve presente no tribunal na cidade de Jodhpur para a leitura do acórdão.

Os tribunais indianos são conhecidos por demorarem vários anos, e às vezes décadas, a emitir os veredictos, porque não têm os recursos necessários e existe demasiada papelada envolvida.

O ator enfrenta ainda um caso em separado, pelo uso de armas sem licença e por disparar contra os 'black bucks', uma espécie protegida de antílopes nativos do Rajastão.

Salman Khan, conhecido por interpretar "homens duros e fortes" nos filmes, é uma das maiores atrações da indústria cinematográfica indiana e já participou em mais de 100 películas e programas de televisão.

No entanto, o ator não é estranho à controvérsia, tendo no ano passado sido absolvido noutro caso de longa duração, por matar um sem-abrigo num acidente do qual depois fugiu.

Em junho deste ano, o ator provocou novamente polémica, ao dizer que o seu atual e pesado calendário de treino, para o seu novo filme de sucesso, o deixou a sentir-se "como uma mulher violada".

Lusa

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