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Coreia do Norte afirma que novos ensaios nucleares dependem dos EUA

Ri Yong-ho, chefe da diplomacia norte-coreana

© Jorge Silva / Reuters

O chefe da diplomacia norte-coreana afirmou hoje que qualquer decisão para realizar um novo ensaio nuclear depende dos Estados Unidos, que acusou de desestabilizarem os esforços de desnuclearização da península coreana.

"A realização de ensaios nucleares adicionais depende inteiramente dos Estados Unidos", disse Ri Yong-ho aos jornalistas, à margem de uma reunião da Associações de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) no Laos.

Este comentário surge algumas horas depois de o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que também se encontra no Laos, ter advertido Pyongyang sobre "consequências efetivas" caso insista em realizar ensaios nucleares e de mísseis.

O recém-nomeado Ri, um dos principais diplomatas norte-coreanos no estrangeiro, acusou os Estados Unidos de serem os responsáveis pelo fracasso das negociações a seis - Coreia do Norte, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, China e Rússia - sobre o programa nuclear da Coreia do Norte.

"A desnuclearização da península coreana falhou por causa dos Estados Unidos", afirmou Ri, que participou nas negociações, cuja última ronda decorreu em 2008.

"O principal fator prejudicial para a situação é a política hostil dos Estados Unidos e o problema está a agravar-se", disse, numa referência ao reforço das sanções económicas da ONU e EUA, em janeiro, depois da realização do quarto ensaio nuclear norte-coreano.

"E recentemente cometeram a pior das hostilidades ao insultar o nosso Querido Líder", afirmou sobre a decisão de Washington de colocar Kim Jong-un numa "lista negra" por violações dos direitos humanos.

Apesar das últimas sanções, a Coreia do Norte continua a realizar ensaios de mísseis balísticos, em violação das sanções da ONU, e deixou já claro que pretende continuar a efetuar testes nucleares.

A questão do programa de armamento de Pyongyang dominou as conversações, esta semana, em Vienciana, numa rara oportunidade para sentar todos os países-membros do processo negocial a seis à mesma mesa.

Kerry, que manteve nos últimos dois dias numerosos encontros à porta fechada com os homólogos regionais, afirmou existir unanimidade sobre a necessidade de controlar as ambições nucleares do regime norte-coreano.

"Juntos estamos determinados a garantir que a Coreia do Norte perceba que existirão consequências efetivas para estas ações", declarou Kerry aos jornalistas.

Ri insistiu que o Norte é um "Estado nuclear responsável", só atacará em caso de ameaça, e pediu aos Estados Unidos para retirarem imediatamente as tropas estacionadas na Coreia do Sul.

Lusa

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