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Dois ex-espiões jugoslavos condenados a prisão perpétua na Alemanha

O último chefe dos serviços de informações jugoslavos e o seu antigo adjunto foram hoje condenados por um tribunal alemão a prisão perpétua pela morte de um dissidente croata na então República Federal da Alemanha, em 1983.

O tribunal de Munique reconheceu Zdrakvo Mustac, de 74 anos, culpado de ter solicitado ao seu adjunto Josip Perkovic, de 71, para "planificar a preparar" a morte de Stjepan Djurekovic, um opositor ao regime socialista jugoslavo.

A vítima foi crivada de balas e agredida com um cutelo por três assaltantes não identificados numa garagem onde estava instalada uma oficina de impressão em Wolfratshausen (sul), perto de Munique.

Segundo a acusação, o objetivo do crime foi reduzir Stjepan Djurekovic ao silêncio, que dispunha de informações comprometedoras sobre o filho de um destacado responsável político jugoslavo.

Os dois acusados foram entregues à justiça alemã em 2014, na sequência de um mandado de captura europeu que a Croácia, membro da União Europeia (UE) desde julho de 2013, foi forçada a respeitar.

O Governo croata opunha-se ao julgamento dos dois homens na Alemanha e pouco antes da sua adesão à UE fez votar uma lei que proibia a extradição dos seus cidadãos por ocorrências registadas antes de agosto de 2002.

O caso degradou na ocasião as relações entre Zagreb e Berlim, mas sob pressão dos parceiros europeus a Croácia foi forçada a alterar a lei, abrindo caminho à extradição dos dois acusados.

Lusa

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