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Coreia do Norte quer ir à Lua e mais além

Modelo de um foguetão da Coreia do Norte.

© Damir Sagolj / Reuters

A agência espacial norte-coreana trabalha num plano a cinco anos para colocar no espaço os mais avançados satélites. Mas não pretende ficar por aí: quer ir à Lua hastear a bandeira da Coreia do Norte e rumar mais além.

Em entrevista à Associated Press, um alto responsável da Agência para o Desenvolvimento Espacial da Coreia do Norte garantiu que as sanções internacionais não vão impedir o lançamento de mais satélites até 2020.

"Embora os Estados Unidos e os seus aliados tentem bloquear o nosso desenvolvimento espacial, os nossos cientistas aeroespaciais vão conquistar o espaço e colocar uma bandeira da República Popular Democrática da Coreia na Lua", afirmou Hyon Kwang Il, diretor do departamento de investigação científica da Agência Espacial. Um objetivo que espera ver concretizado nos próximos 10 anos.

"Embora os Estados Unidos e os seus aliados tentem bloquear o nosso desenvolvimento espacial, os nossos cientistas aeroespaciais vão conquistar o espaço e colocar uma bandeira da República Popular Democrática da Coreia na Lua", afirmou Hyon Kwang Il, diretor do departamento de investigação científica da Agência Espacial.

Hyon Kwang Il diz que serão lançados satélites para observação da Terra e para comunicações, negando assim que o programa espacial tenha fins militares.

Avanços tecnológicos e sanções internacionais

A Coreia do Norte tem dado provas de vários sucessos no seu programa espacial - bem como no desenvolvimento de cada vez mais sofisticados mísseis de longo alcance para fins militares. Como última prova, o lançamento na quarta-feira do que se acredita ser um míssil balístico de médio alcance.

Segundo Seul, Pyongyang lançou dois mísseis balísticos de médio alcance, mas um terá explodido logo após a descolagem e o segundo caiu no Mar do Japão, cerca de 250 quilómetros ao largo da costa norte do Japão e dentro da Zona Económica Exclusiva (ZEE) japonesa, pela primeira vez.

A condenação por parte do Japão foi imediata, logo seguida dos Estados Unidos, com Tóquio e Washington a pedirem uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU para hoje.

O último satélite que enviou para o espaço foi em fevereiro - o Kwangmyongsong 4, ou Estrela Brilhante 4 - um mês depois de afirmar ter concluído com sucesso o primeiro teste com uma bomba de hidrogénio. Experiência que levou a novas sanções por parte da comunidade internacional, uma vez que testes nucleares e lançamento de foguetões com fins militares são proibidos pelas resoluções das Nações Unidas.

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