sicnot

Perfil

Mundo

Novo ministro da Justiça japonês defende pena de morte para "crimes cruéis"

Reuters

​O novo ministro da Justiça do Japão, Katsutoshi Kaneda, defendeu a pena de morte como "um castigo inevitável" para "crimes cruéis", em declarações após a nomeação, citadas hoje pela comunicação social nipónica.

Kaneda manifestou assim a sua vontade de que o Japão continue a ser o único país industrializado, juntamente com os Estados Unidos, a manter a pena de morte, depois de ter sido nomeado para o cargo na quarta-feira pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, no âmbito de uma remodelação governamental.

"É inevitável aplicar a pena de morte a uma pessoa que tenha cometido um crime cruel e com clara responsabilidade penal", afirmou Kaneda nas suas primeiras declarações como titular da pasta da Justiça, citadas pelo diário Sankei.

Kaneda, de 66 anos e ex-vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, também destacou a necessidade de "ter prudência" na hora de emitir ordens de execução, assim como de considerar "a opinião pública e a conceção social de justiça" para aplicar este castigo.

O até agora deputado do conservador Partido Liberal Democrata (PLD) na câmara alta do Parlamento japonês acrescentou que o seu principal objetivo como ministro é tornar o Japão "o país mais seguro do mundo".

As mais recentes execuções no Japão foram em março passado, quando foi aplicada a pena capital a dois condenados por múltiplos homicídios. Foram feitas 16 execuções deste que o atual Governo de Shinzo Abe está no poder.

No Japão, onde é usada a forca, os réus são informados de que vão ser executados horas antes, o que é criticado pelas organizações não-governamentais, que sublinham que muitos prisioneiros permanecem isolados durante décadas.

As organizações de defesa dos direitos humanos também pressionam regularmente Tóquio para abolir a pena de morte, enquanto o Governo insiste que é necessário debater a questão dado o apoio maioritário, segundo as sondagens (cerca de 80%).

Lusa

  • Corpos de portuguesas trasladados segunda-feira 
    1:27
  • Incendiários vão passar o verão com pulseira eletrónica

    País

    Os tribunais vão poder condenar os incendiários a penas de prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, durante as épocas de incêndio. A nova lei foi aprovada na semana passada, na Assembleia da República, e aguarda a promulgação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

  • Estado vai tomar posse de terras abandonadas

    País

    O Governo vai recorrer ao Código Civil para permitir que o Estado tome posse de terras ao abandono. À margem da entrevista ao Expresso, o primeiro-ministro anunciou que o Governo irá acionar o artigo 1345º do Código Civil, que estabelece que as coisas imóveis sem dono conhecido se consideram do património do Estado.

  • "Trump, deixe-me ajudá-lo a escrever o discurso"
    0:47

    Mundo

    Arnold Schwarzenegger diz que Donald Trump tem o dever moral de se opor ao ódio e ao racismo. Num vídeo publicado nas redes sociais, o ator norte-americano e antigo governador da Califórnia encenou o discurso que Donald Trump devia ter. 

  • Hino da SIC tocado pela viola beiroa
    2:22