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Guterres lidera segunda votação para secretário-geral da ONU

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António Guterres continua a liderar a corrida para secretário-geral da ONU, após a segunda votação, segundo diplomatas citados pela France Press e pela Agência Lusa.

O ex-primeiro-ministro português António Guterres ficou à frente na segunda votação secreta ocorrida esta sexta-feira entre os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas para eleger o próximo secretário-geral da organização.

Guterres teve 11 votos "encoraja", dois votos "não tem opinião" e dois "desencoraja".

O resultado é menos positivo do que o da primeira votação, em que nenhum país desencorajava a candidatura do antigo primeiro-ministro português.

Durante a votação, cada um dos 15 membros do conselho indicou se "encoraja", "desencoraja" ou "não tem opinião" sobre os 11 candidatos.

Nesta segunda votação, um candidato teve um comportamento surpreendente: Vuk Jeremic, da Sérvia, que alcançou o segundo lugar com oito votos favoráveis, mas quatro "desencoraja" e três sem opinião.

Em terceiro lugar, ficou Susana Malcorra, também com oito votos "encoraja", mas seis votos desfavoráveis e apenas um "sem opinião".

O ex-Presidente esloveno Danilo Turk, que tinha ficado em segundo lugar na primeira votação, a 21 de julho, desce agora para quarto lugar com sete votos positivos, cinco negativos e três sem opinião.

Irina Bokova, que cumpre os dois requisitos que têm sido indicados nesta eleição - ser da Europa de Leste e mulher -, tem um resultado dececionante, com sete votos de desencorajamento, o mesmo número de países que encoraja a sua candidatura (apenas um não indicou opinião).

No fim da lista, surge Helen Clark, da Nova Zelândia. Os últimos lugares ficaram com Miroslav Lajcak, da Eslováquia, Christiana Figueres, da Costa Rica, Natalia Gherman, da Moldávia, e Igor Luksic, de Montenegro.

Vesna Pusic, da Croácia, desistiu da eleição na quinta-feira, restando agora seis homens e cinco mulheres na corrida.

A organização espera ter encontrado o sucessor de Ban Ki-moon, que termina o seu segundo mandato no final do ano, durante o outono.

Com Lusa

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