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Juíza encarregada de inquérito sobre pedofilia no Reino Unido demite-se

Reuters

​A juíza encarregada de um inquérito sobre pedofilia, que envolve responsáveis políticos e instituições públicas do Reino Unido, anunciou na quinta-feira a sua demissão, num novo golpe nesta investigação pública independente.

Lowell Goddard, que justificou a sua decisão com uma "série de erros" cometidos antes de assumir o cargo, é a terceira juíza a deixar a liderança deste caso, aberto no verão de 2014 por Theresa May, então ministra do Interior e atual primeira-ministra britânica.

A imprensa revelara antes informações confirmadas pelos ministérios implicados, que 114 dossiês relativos a acusações abusos sexuais contra crianças entre 1979 e 1999 tinham desaparecido.

Um desses dossiês implicaria, segundo a imprensa, deputados e outras personalidades políticas numa rede de pedofilia.

O inquérito foi sendo atrasado devido às sucessivas demissões dos dois juízes precedentes, acusados de conflitos de interesses.

Elizabeth Butler-Sloss foi obrigada a renunciar porque o seu irmão Michael Havers, procurador-geral nos anos 80, foi acusado de tentar impedir um antigo deputado de tornar públicas as acusações de abusos sexuais.

Para evitar novas acusações de conivência, a juíza neozelandesa Lowell Goddard foi nomeada em fevereiro de 2015, explicando perante os deputados britânicos não ter qualquer ligação com as instituições do país.

Na quinta-feira, a juíza explicou ser impossível trabalhar "com as numerosas dificuldades colocadas por uma série de erros" cometidos antes da sua nomeação.

Na véspera, Goddard tinha sido acusada pelo diário The Times de se ter ausentado três meses do Reino Unido - em férias ou para regressar à Nova Zelândia - desde a sua nomeação no ano passado.

Lusa

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