sicnot

Perfil

Mundo

O risco de trabalhar mais de 30 horas por semana depois dos 40

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

Trabalhar a tempo inteiro depois dos 40 pode causar danos a nível cerebral. De acordo com uma investigação australiana, trabalhar mais de 30 horas por semana depois dessa idade pode prejudicar a capacidade de raciocínio.

O estudo do Instituto de Investigação Social e Economia Aplicada de Melbourne concluiu que 30 horas de trabalho semanal é o tempo máximo aconselhado para os que têm mais de 40 anos de idade, mais do que isso pode ser prejudicial para a saúde cerebral.

Nos casos dos maiores de 40 em que o trabalho semanal é de 60 horas, a capacidade cognitiva será mais afetada do que em relação aos que não exercem qualquer atividade profissional.

Esta investigação contou com a participação de mais de 3.000 homens e 3.500 mulheres. A pesquisa testou a capacidade de as pessoas lerem em voz alta, recitarem listas de números e responderem ao desafio de preencherem tabelas com letras e números o mais rapidamente possível.

Colin McKenzie, responsável pelo estudo, explicou ao The Guardian, que os testes de leitura medem o nível de conhecimento, os outros dois medem a memória e raciocínio, nomeadamente a capacidade de abstração e raciocínio prático.

Os resultados mais baixos registados nos casos dos maiores de 40 anos que trabalhavam a tempo inteiro, permitiram contrariar a ideia de que trabalhar a tempo inteiro até mais tarde fazia com que as pessoas se mantivessem mentalmente ativas, o que contribuía para uma boa saúde mental.

Os dados variaram também de acordo com as atividades profissionais exercidas, dependendo do facto de serem intelectualmente mais exigentes ou mais sujeitas a situações de stresse.

Segundo este estudo, o segredo para uma boa saúde a nível cerebral depois dos 40 parece estar na redução da atividade laborar. Diminuir o número de horas de trabalho, mas garantir a continuidade da vida profissional.

  • Manifestação contra resultados do partido alemão de Extrema-Direita
    0:39
  • Ciclista Peter Sagan tricampeão do mundo

    Desporto

    O eslovaco Peter Sagan deixou este domingo mais uma marca na história do ciclismo, ao sagrar-se campeão do mundo de fundo pela terceira vez consecutiva, uma proeza inédita para norueguês ver e lamentar.