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Setor ferroviário do Reino Unido em greve até sexta-feira

Reuters

Os trabalhadores ferroviários do Reino Unido iniciam uma greve que vai durar até sexta-feira, contra a introdução de um mecanismo que dá aos maquinistas o controlo sobre a abertura e fecho das portas dos comboios.

Na sequência da greve de cinco dias, que pode vir ser a greve mais longa do setor ferroviário britânico desde 1968, os serviços que ligam Londres ao sul do país vão estar parcialmente interrompidos, com supressões de comboios e anomalias nos horários.

A Southern Railway, gestora do serviço ferroviário na zona sul do Reino Unido, indica que o protesto "vai afetar de maneira significativa" o tráfego ferroviário, mas 60% dos serviços deverão estar assegurados.

A greve foi convocada pela união sindical RMT, que se opõe a que os maquinistas passem a controlar a abertura e fecho automático das portas, algo que, segundo o sindicato, pode por em causa a segurança dos passageiros.

Atualmente, os comboios da Southern Railway requerem o trabalho de duas pessoas: o maquinista e um funcionário que verifica o fecho das portas.

Com a instalação de portas automáticas controladas pelo maquinista, como acontece nos metros de Lisboa ou do Porto, os funcionários podem ser dispensados, embora a Southern Railway não tenha anunciado despedimentos.

Mick Cash, secretário-geral da união sindical RMT, disse hoje tratar-se de "um movimento de greve duro" e que a primeira manhã do período de greve teve um apoio "sólido".

"Partilhamos da raiva e frustração dos passageiros e não podemos ficar sentados quando os empregos e a segurança ficam comprometidos em comboios perigosamente sobrelotados", disse Cash.

Charles Horton, chefe executivo da companhia que gere a rede Southern replicou, numa nota enviada aos passageiros que a empresa pretende "introduzir comboios novos e modernos com mais espaço e capacidade".

"Queremos fazer alterações essenciais no modo como operamos, incluindo passar a responsabilidade aos maquinistas para o fecho das portas, para que os funcionários a bordo se possam concentrar em ajudar-vos nas viagens", refere a nota aos passageiros.

Outros incidentes, aliados à escassez de funcionários, têm irritado os utilizadores da rede e geraram apelos para que o Governo mude a entidade gestora.

Lusa

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